Deputado André Janones classifica ‘Exército de Lula’ como remédio amargo e cobra controle das big techs
O deputado federal André Janones (Rede), coordenador do grupo digital de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), definiu a estratégia de atuação coordenada nas redes sociais como um “remédio amargo” e uma espécie de “democracia mitigada”.
Estratégia digital sob justificativa defensiva
Durante uma transmissão ao vivo ao lado do petista, o parlamentar abordou as críticas recebidas pelo modelo de mobilização paralela à campanha oficial, que surgiu após o revés no primeiro turno da disputa eleitoral.
“Esse trabalho que a gente tá fazendo nas redes sociais, tem muita gente que questiona assim: ‘Ah, mas então a democracia virou isso? A gente vai ficar cumprindo missões, obedecendo a um comando único e etc?’ Eu quero dizer o seguinte: esse modelo que a gente está utilizando não é um modelo sustentável. Essa não é a democracia que a gente gostaria de ter. […] A gente tá tomando um remédio amargo porque a gente tá com ameaça de uma ditadura no nosso país”, declarou o aliado do presidente.
Funcionamento da militância online
A estrutura envolve orientações estritas aos apoiadores sobre quais conteúdos curtir, quais publicações evitar e como ignorar postagens de adversários políticos para não impulsionar o algoritmo das plataformas.
De acordo com o deputado federal, o alinhamento rígido serve como medida de contenção diante de riscos institucionais, citando acontecimentos como os episódios de 8 de janeiro e supostas tramas golpistas, a exemplo do plano chamado de “punhal verde amarelo”.
Cobrança por regulação das plataformas
Diante desse cenário de polarização digital, a fala do parlamentar apontou para uma pauta prioritária em um possível novo mandato presidencial.
“Eu tô dizendo isso para dizer que a gente precisa seriamente depois dessas eleições, começar a discutir as big techs, a interferência delas na nossa democracia, no processo eleitoral”, pontuou o deputado, direcionando o pedido ao chefe do Executivo e defendendo o debate sobre a atuação de empresas como Google, Meta e TikTok no Brasil.



