14/10/2026

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Homem é condenado a 86 anos de prisão por abusar de sobrinhas em Itapeva

Um homem foi condenado pela Justiça de São Paulo a uma pena de 86 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, após ser acusado de cometer abusos sexuais contra três sobrinhas na cidade de Itapeva.

Detalhes da sentença e da investigação A decisão judicial, emitida em julho deste ano, teve como base uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além da longa pena de reclusão, o juízo determinou o pagamento de R$ 50 mil para cada uma das vítimas a título de reparação por danos morais. Os ataques ocorreram no período entre 2010 e 2015, quando as meninas tinham idades que variavam de 5 a 15 anos.

A dinâmica dos crimes e o agravante Conforme apontado pela Promotoria, o agressor residia na mesma casa que a avó materna das crianças e se valia da proximidade familiar para perpetrar os crimes. O promotor Pedro Rafael Nogueira Guimarães solicitou e teve aceito o reconhecimento do agravante de parentesco no momento da estipulação da sanção penal.

Impacto psicológico e violência Para assegurar que as sobrinhas mantivessem silêncio e submissão, o criminoso recorria a episódios de violência física e psicológica. Os registros indicam que ele desferia socos e beliscões, além de proferir ameaças de morte direcionadas tanto às menores quanto às mães delas.

Conforme o MPSP, o quinquênio de abusos gerou marcas profundas nas vítimas. Laudos técnicos inseridos nos autos demonstraram que as agressões geraram intenso sofrimento, angústia e graves sequelas psicológicas. Constatou-se, inclusive, que uma das vítimas passou a apresentar episódios frequentes de automutilação em decorrência dos traumas vivenciados.

Canais de denúncia e proteção Qualquer suspeita ou ocorrência de violência física, psicológica, sexual ou negligência contra menores deve ser comunicada às autoridades. O canal Disque 100 opera 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados, garantindo anonimato. Também é viável formalizar a denúncia no Conselho Tutelar, na delegacia especializada mais próxima ou por meio da Delegacia de Polícia Virtual. Em cenários de urgência, o acionamento da Polícia Militar deve ser feito pelo telefone 190.