28/10/2026

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Tragédia ferroviária deixa dezenas de mortos na Espanha

Pelo menos 64 pessoas morreram após a colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha nesta quarta-feira (28), segundo autoridades regionais. O acidente é o segundo com mortes em menos de um ano na linha ferroviária que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país.

Dinâmica da colisão ferroviária

Segundo uma pessoa informada sobre o acidente, um trem expresso operado pela Iryo parou perto de Toledo devido a uma falha de sinalização, por determinação da ADIF, responsável pela infraestrutura ferroviária. Em seguida, um trem da Renfe atingiu a composição parada em alta velocidade. Vários vagões dos dois trens descarrilaram.

Um helicóptero de emergência retirou um passageiro ferido do local. Imagens da Reuters mostram policiais e equipes de resgate trabalhando na área, transportando feridos em macas e inspecionando os trens envolvidos.

A porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, informou que 147 pessoas estavam a bordo do trem da Iryo e 397 viajavam no trem da Renfe.

Impacto político e histórico

A colisão deve ampliar os questionamentos sobre a infraestrutura ferroviária espanhola antes das eleições antecipadas previstas para novembro. O histórico do país registra outros desastres marcantes ao longo das últimas décadas.

Em Adamuz, no ano de 2026, 46 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas após um trem de alta velocidade descarrilar e colidir com outro que vinha no sentido contrário. Um relatório preliminar da Guarda Civil apontou defeitos na via como principal hipótese. Já em Santiago de Compostela, no verão de 2013, um acidente deixou 80 mortos e 145 feridos devido ao excesso de velocidade.

Outros episódios trágicos na história espanhola incluem os atentados a trens suburbanos de Madri em 2004, além de colisões históricas em El Cuervo (1972), Urduliz (1970), Grisén (1965) e Torre del Bierzo (1944).