Flávio propõe comprar dívidas bancárias e suspender cobranças
A intervenção direta do Estado para renegociar o endividamento da população foi o destaque econômico defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante debate eleitoral transmitido neste domingo (18). Em sua participação, o postulante prometeu que o poder público irá adquirir os débitos de cidadãos junto às instituições financeiras e concederá moratória no pagamento das parcelas.
Como funcionaria o congelamento das dívidas
O plano apresentado pelo senador estabelece que o Executivo negocie os passivos em condições mais vantajosas, repassando o abatimento para a ponta final. No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos. E o que é que vai acontecer com isso? Vai ser já por um valor muito menor, afirmou o senador.
A estratégia inclui uma pausa imediata na exigência de pagamentos, com prazos diferenciados para consumidores e empresas. Você que é pessoa física, vai ficar seis meses congelado, parada a sua dívida, você não vai pagar boleto nenhum. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano, declarou.
Encerrado o intervalo de carência, a proposta prevê a oferta de novos contratos de financiamento, com taxas reduzidas e alongamento do cronograma de quitação para evitar a inadimplência. A sua parcela que você pagava R$ 100, R$ 200 vai chegar a R$ 20, R$ 30, disse, exemplificando a redução esperada nos encargos mensais.
Estímulo ao consumo e foco em juros
Na visão do parlamentar, a folga no orçamento doméstico gerada pela interrupção das cobranças provocaria uma injeção de liquidez na economia, acelerando as vendas e permitindo que micro e pequenas empresas renovem estoques.
Você, ao invés de ter que pagar sua dívida, com esse dinheiro você vai poder ir no mercado, você vai poder passear com a sua família de novo, afirmou o postulante ao Planalto, acrescentando que atuará para diminuir o custo do crédito: Comigo presidente e as taxas de juros despencando, a sua dívida vai despencar junto, declarou.
Novo papel para a Caixa Econômica
Outro pilar anunciado para o setor produtivo é a reestruturação da Caixa Econômica Federal. O candidato pretende converter a instituição financeira no que chamou de “Banco da Prosperidade”, voltado principalmente a trabalhadores autônomos e pequenos negócios instalados em comunidades e periferias.
O objetivo é usar a rede pública para incentivar o comércio eletrônico e regularizar atividades informais. Ela vai te ensinar o passo a passo para você formalizar o seu negócio, para você abrir o seu negócio, afirmou.
Apesar de expor as metas de reativação econômica e combate à inadimplência, o parlamentar não especificou, durante o debate, as fontes de financiamento para bancar a aquisição das carteiras de crédito nem detalhou as regras de triagem para definir quais devedores poderiam ser contemplados pelo programa.



