17/10/2026

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Flávio Bolsonaro afasta pai de cargo no governo e nega Eduardo no Itamaraty

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou categoricamente que não recebeu pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma eventual gestão sua e descartou a nomeação do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores.

A relação familiar e o futuro da administração

Durante sabatina concedida à TV Globo, o postulante ao Palácio do Planalto foi indagado se o pai ganharia algum posto na máquina pública federal em caso de vitória nas urnas. Em resposta, o político assegurou que a hipótese “não está no radar” e frisou que o ex-presidente jamais pleiteou posições na administração estatal.

“O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de ocupar cargo no governo”, declarou.

Apesar de refutar a criação de uma função oficial para o pai — que atualmente cumpre prisão em regime domiciliar humanitário —, o candidato pontuou que, se eleito, seu patrão “será o povo brasileiro”, embora reconheça a vantagem de contar com a proximidade familiar. Ele mencionou ter o “privilégio de, na hora em que precisar consultar um ex-presidente da República de confiança, tê-lo dentro de casa”.

Na mesma sabatina, o candidato do PL aproveitou o espaço para rebater as recentes sentenças judiciais aplicadas contra o pai, classificando todo o processo como uma “farsa” arquitetada por “inimigos” que atuam dentro do Supremo Tribunal Federal.

Negativa sobre o Ministério das Relações Exteriores

No que tange às especulações em torno do comando da diplomacia brasileira, Flávio foi taxativo ao descartar o irmão para a chefia da pasta ministerial. “Não será chanceler”, garantiu.

Embora tenha tecido elogios à desenvoltura e à forte rede de contatos que Eduardo mantém com lideranças conservadoras internacionais — sobretudo nos Estados Unidos, onde atualmente se encontra —, o candidato separou a habilidade na articulação externa da ocupação de pastas no Poder Executivo nacional.

Ele ainda definiu o irmão como um “perseguido político” que sofre com sanções e restrições impostas por determinações do ministro Alexandre de Moraes.

“O Eduardo faz um trabalho brilhante […] Agora, a questão de ser chanceler ou ministro aqui no Brasil é outro assunto”, completou o candidato.