Flávio Bolsonaro diz que prisão de aliados no Rio foi surpresa
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) declarou ter sido pego de surpresa pelas recentes investigações e prisões de aliados políticos no Rio de Janeiro, alvos de suspeitas de ligação com o crime organizado.
Impacto das operações da Polícia Federal
Em entrevista concedida à TV Globo nesta sexta-feira (16), o postulante ao Planalto foi questionado a respeito de figuras de seu círculo político que acabaram na mira da Justiça. Entre os citados está o deputado estadual eleito Márcio Canella (União), detido na última quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, investigação da Polícia Federal sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro estimado em R$ 7,6 bilhões.
Alianças políticas sob escrutínio
Além de Canella, o cenário político fluminense envolveu outros nomes de peso ligados ao grupo do candidato, como Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi preso preventivamente sob acusação de integrar uma organização criminosa armada. O governador fluminense, Cláudio Castro, também figura entre os investigados e tornou-se inelegível.
Posicionamento sobre as investigações
Questionado se as revelações o teriam espantado, o candidato confirmou o sentimento e destacou a importância do devido processo legal. “Surpreenderam. Acredito que todos têm o direito à ampla defesa e de provar sua inocência perante a Justiça, e espero que façam isso. Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”, afirmou.
Promessas de endurecimento penal
O postulante ressaltou que, caso haja comprovação de crimes, os aliados precisarão arcar com as consequências judiciais de seus atos perante o sistema de justiça brasileiro. “Se a pessoa cometeu irregularidades, terá que responder por isso. Quem comprovadamente tiver envolvimento com o crime organizado, com o Comando Vermelho ou com o PCC, tem que pagar rigorosamente dentro da lei. No meu governo, a legislação será mais dura e essas pessoas vão passar muito mais tempo presas. Não tem meio-termo para o crime”, disse.



