Fábrica de calçados fecha no interior gaúcho e deixa 120 desempregados
A indústria calçadista Dilly Sports encerrou as suas operações na unidade de Crissiumal, localizada no noroeste do Rio Grande do Sul, resultando na demissão de aproximadamente 120 funcionários. A paralisação ocorreu na quarta-feira (14) e sacramentou o término das atividades produtivas da companhia em solo gaúcho.
Confirmação oficial e futuro em Novo Hamburgo
A interrupção dos serviços foi chancelada pela prefeitura local. Mesmo com o fim da linha de montagem no município, a marca optou por preservar a sua matriz e o centro de pesquisa e desenvolvimento situados em Novo Hamburgo, ao passo que direciona a sua capacidade industrial para outra região do país.
Falta de aviso prévio ao sindicato
O encerramento repentino pegou os representantes laborais de surpresa. A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Rio Grande do Sul (FETICVERGS) declarou que não recebeu nenhum comunicado sobre o encerramento das atividades.
Segundo o presidente da entidade, João Nadir Pires, também não houve reclamações dos funcionários demitidos nem informações sobre o pagamento das verbas rescisórias. Até o momento da apuração inicial, a corporação manteve silêncio sobre a decisão, mantendo incerta a situação financeira dos contratados.
Histórico do imóvel industrial
A chegada da empresa a Crissiumal havia acontecido em setembro de 2023, período em que assumiu o espaço físico outrora pertencente à Malu Calçados, operante na cidade entre 2007 e 2023. Aproveitando parte da mão de obra pré-existente, o local era focado na fabricação de calçados voltados para a exportação, sobretudo aos parceiros do Mercosul. Com essa saída, o município sofre o segundo baque industrial no mesmo endereço em um intervalo de três anos.
Expansão e novas vagas no Nordeste
Enquanto desmobiliza sua estrutura no território gaúcho, a empresa investe na abertura de uma planta fabril em Pentecoste, município cearense. O projeto foi divulgado pela gestão estadual em julho e projeta a criação de meio milhar de vagas até o fechamento de 2026, com potencial de atingir 1,2 mil postos no futuro.
O complexo ocupará um pavilhão da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) com mais de 7,5 mil metros quadrados, atualmente em fase de reformas. Presente no Ceará há mais de uma década, a companhia possui forte atuação no estado nordestino, administrando diversas unidades produtivas que empregam milhares de pessoas na fabricação de calçados esportivos e chinelos.



