22/10/2026

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EUA retiram diplomatas da Arábia Saudita após ataques dos houthis

O governo norte-americano determinou a retirada imediata de parte do seu corpo diplomático e de seus dependentes alocados na Arábia Saudita. A decisão preventiva reflete a escalada na crise de segurança local, intensificada pelas recentes ofensivas militares com drones e mísseis lançadas a partir do território iemenita.

Risco elevado na região do Golfo

A determinação estabelecida pelo Departamento de Estado afeta quem não desempenha atividades emergenciais. De acordo com o porta-voz do órgão, Tommy Pigott, a ordem contempla “funcionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita”, diante do perigo direto imposto pelos combatentes insurgentes.

Apesar da declaração pública focar em território saudita, a gestão do presidente Donald Trump avalia estender os protocolos de evacuação. A medida preventiva de repatriação de dependentes pode alcançar equipes alocadas em diversas outras delegações espalhadas pelo Golfo Pérsico.

Ameaça a aeroportos e instalações civis

Ao esclarecer o motivo da evacuação, Pigott ressaltou a vulnerabilidade da infraestrutura saudita provocada pelas ações rebeldes: “Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”.

A embaixada dos Estados Unidos em Riade chegou a publicar um comunicado formal de emergência alertando sobre o risco iminente de novos bombardeios no território saudita. A advertência aconteceu logo após incursões letais que atingiram áreas estratégicas, incluindo o aeroporto da capital.

Movimentação diplomática sofre revés

Essa nova retirada interrompe um esforço de retorno de funcionários aos seus postos no Oriente Médio. Washington havia voltado a mobilizar diplomatas para a região ao longo dos últimos meses, revertendo o esvaziamento anterior decorrente das retaliações iranianas contra instalações norte-americanas deflagradas no fim de fevereiro.

Com o recrudescimento das ações bélicas das milícias do Iêmen, o planejamento do país na região volta a priorizar a segurança física de seus representantes e familiares.