Professoras de Florianópolis enfrentam o câncer de mama e buscam apoio
Professoras da rede municipal de ensino de Florianópolis revelam histórias marcadas pela dedicação aos outros e pela urgência de priorizar a própria saúde, evidenciando os desafios enfrentados por educadoras que lidam com a doença.
A espera por um diagnóstico Enquanto aguarda o resultado de uma biópsia para investigar uma alteração na mama identificada em exames recentes, a professora Fabiâni Rodrigues, de 50 anos, divide sua rotina entre dois Núcleos de Educação Infantil Municipal no bairro Tapera.
A educadora lida com a incerteza médica enquanto mantém o apoio da família e das colegas de trabalho. Ao ver o sobrinho preocupado com a possibilidade da enfermidade, ela buscou amenizar a situação.
“Fiquei assustada, mas, ao mesmo tempo, pensei: se tiver que passar por isso, seguirei firme por mim e por todos que dependem de mim”, relata.
A importância da rede de apoio Mesmo lidando com exames e consultas, Fabiâni destaca o suporte que recebe no ambiente escolar diariamente.
“As professoras e auxiliares, todas me abraçaram e falaram que vai ficar tudo bem”, conta.
Ela também deixa um recado sobre a importância do autocuidado e da prevenção.
“Cuidamos tanto dos outros e esquecemos de cuidar de nós. Não deixe para depois para fazer os exames de mamografia. Se tem alguma suspeita, assim como eu, busque informações, apoio e acompanhamento psicológico. A ajuda da família e dos amigos é primordial. Você não precisa passar por isso sozinha.”
Memórias da superação Na Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, nos Ingleses, Maria Aparecida, de 62 anos, vive a rotina escolar com a bagagem de quem já venceu um tumor mamário diagnosticado em 2009, período em que seu filho caçula era criança.
A descoberta ocorreu após notar um caroço e realizar exames que confirmaram o problema, gerando momentos de angústia focados no futuro da família.
“Foi uma notícia muito dolorida. Chorei à noite durante 30 dias, com meu filho perto de mim, orava para me curar”, relembra.
O tratamento exigiu cirurgias, quimioterapia e um afastamento de dois anos das atividades profissionais pelo INSS. Mesmo distante, o suporte de colegas marcou sua trajetória de recuperação.
“Foi triste falar e ter que me afastar, mais todos entenderam”, diz.
A prioridade durante todo o processo era clara diante das incertezas da doença.
“Não tive medo de ficar sem as mamas, sem os cabelos. Eu só queria continuar viva para cuidar dos meus filhos e da minha família”, ressaltou.
Prevenção e conscientização O mês de outubro é marcado pela campanha internacional Outubro Rosa, voltada para a conscientização sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama, considerado o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre o público feminino.
Especialistas reforçam que a mamografia periódica é o principal método de rastreamento, sendo recomendada para mulheres na faixa etária entre 50 e 74 anos a cada dois anos, ou avaliada individualmente com orientação médica a partir dos 40 anos.



