SP sedia eventos sobre mercado do pescado e futuro do etanol
O agronegócio e a indústria de alimentos e bioenergia têm compromissos estratégicos marcados na capital paulista ao longo do mês de outubro. Duas pontas distintas da economia produtiva brasileira — a proteína aquática e os combustíveis limpos — concentram encontros voltados para geração de negócios, perspectivas regulatórias e tendências de mercado para os próximos ciclos.
Seafood Show Latin America: inovação e negócios na cadeia do pescado
O primeiro destaque do calendário é a 5ª edição da Seafood Show Latin America, programada para ocorrer entre os dias 20 e 22 de outubro no Distrito Anhembi, na zona norte de São Paulo. O encontro mobiliza toda a cadeia de suprimentos do setor, reunindo produtores, indústrias de beneficiamento, redes de supermercados, restaurantes, importadores e operadores logísticos.
Com a proposta de posicionar o pescado não apenas como matéria-prima, mas como solução de conveniência e experiência gastronômica, a feira terá uma grade diversificada de atividades. Entre as atrações confirmadas estão:
- Painéis técnicos e conjunturais no Seafood Talk Show;
- O concurso Melhores Peixeir@s do Brasil;
- A disputa do Campeonato Brasileiro de Sushi;
- Premiações para produtos e soluções de destaque no segmento.
A programação tem apelo direto para polos pesqueiros relevantes, a exemplo de Santa Catarina, estado de forte atuação na pesca industrial, maricultura e processamento de pescados. Profissionais institucionais e compradores têm acesso gratuito mediante credenciamento e análise prévia de perfil.
Conferência Internacional DATAGRO: projeções para o açúcar e etanol
Na sequência, as atenções do agronegócio se voltam para o setor sucroenergético. Nos dias 26 e 27 de outubro, o hotel Grand Hyatt recebe a 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, realizada em formato híbrido (presencial e virtual).
Lideranças empresariais, agentes financeiros e autoridades públicas vão avaliar as expectativas para a safra 2026/2027, o comportamento dos preços e a conjuntura do mercado externo. A pauta inclui ainda os rumos da transição energética, abrangendo temas como:
- Etanol de segunda geração (E2G) e integração entre cana e milho;
- Mercado de biogás, bioeletricidade e captura de carbono;
- Avanço do combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês);
- Marcos regulatórios e diretrizes de políticas públicas para o setor energético.
Os desdobramentos desses debates ultrapassam os limites das usinas, já que as oscilações nos biocombustíveis e nas diretrizes nacionais de energia afetam diretamente os custos de frete rodoviário, impactando o orçamento de ponta a ponta na cadeia produtiva até o consumidor final.
Conexão entre proteína e energia limpa
Embora atuem em segmentos distintos, ambos os eventos compartilham o mesmo objetivo: antecipar movimentos de mercado, novas tecnologias e decisões governamentais antes que elas se consolidem no setor produtivo. Com agendas complementares em São Paulo, os encontros consolidam oportunidades essenciais para quem planeja investimentos nas áreas de alimentação e matrizes renováveis.



