Carvão no sul catarinense movimenta economia e gera energia
A jornada do carvão mineral até as tomadas das residências e indústrias inicia muito antes da eletricidade ser gerada. No Sul de Santa Catarina, essa trajetória envolve uma ampla rede de empresas, mineradoras e transportadores, tendo a Ferrovia Tereza Cristina como eixo logístico fundamental para a integração com o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), localizado em Capivari de Baixo.
Gestão e impacto econômico na região Desde que assumiu a administração do CTJL em 2021, a Diamante Energia ampliou sua atuação nacionalmente, mantendo a usina conectada a uma cadeia produtiva robusta. De acordo com a empresa, essa atividade é responsável por sustentar mais de 21 mil empregos diretos e indiretos, gerando um impacto financeiro estimado em cerca de R$ 6 bilhões na economia catarinense.
A estabilidade dessas operações foi fortalecida recentemente com a assinatura do Contrato de Energia de Reserva, instrumento que garante a geração da usina até o ano de 2040. A medida traz previsibilidade de longo prazo para a cadeia do carvão na região e permitiu uma guinada nos negócios, conforme destaca a liderança da companhia.
“Saímos de uma empresa que estava prestes a fechar, mais do que duplicamos nossa capacidade instalada e hoje temos uma perspectiva de crescimento que ainda não parou”, afirma o presidente da Diamante, Pedro Litsek.
Expansão e diversificação da matriz energética O plano de crescimento da empresa ultrapassou as fronteiras catarinenses com a aquisição das termelétricas Energia Pecém I, no Ceará, em 2025, e Energia Pecém II, incorporada no ano seguinte. Com essas aquisições, a capacidade instalada saltou de 740 MW para 1,82 GW, consolidando a presença da marca em diferentes subsistemas elétricos do país.
Essa movimentação ocorre em um momento de transição na matriz elétrica brasileira, onde as fontes renováveis ganham espaço, mas necessitam de suporte para momentos de menor geração. As usinas termelétricas desempenham um papel estratégico na segurança energética, especialmente diante do aumento no consumo de eletricidade impulsionado pela eletrificação dos transportes e pela expansão dos data centers.
Investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação Para se adaptar às transformações do mercado, a corporação aposta fortemente em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Entre as frentes estudadas estão a produção de hidrogênio verde, sistemas de captura de CO₂, novas formas de armazenamento de eletricidade, o desenvolvimento de um microrreator nuclear e aplicações agrícolas com zeólitas.
Para o CTJL, o futuro passa pela avaliação de diferentes caminhos tecnológicos, que incluem a permanência do uso do carvão com sistemas de redução de emissões, a transição para o gás natural e a adoção de reatores nucleares de pequeno porte.
“As perspectivas que temos para o futuro são as melhores. Falando especificamente do CTJL, algumas possibilidades são estudadas. Temos diferentes caminhos pela frente e estamos estudando cada um”, afirma o presidente.
Sustentabilidade e investimentos sociais Além da geração de eletricidade, a atuação da empresa abrange projetos socioambientais expressivos. Nos últimos anos, iniciativas nas áreas de cultura, inclusão e sustentabilidade beneficiaram mais de 100 mil pessoas e dezenas de instituições sociais.
Em Capivari de Baixo, o Parque Diamante +Energia transforma uma área recuperada de 50 hectares em um polo de lazer, esporte e convivência. No mesmo município, o Horto Florestal do complexo termelétrico produz cerca de 8 mil mudas mensais, principalmente de espécies nativas da Mata Atlântica, destinadas à doação para a comunidade e escolas da região.



