Coursera planeja faturar até US$ 1,24 bi após fusão com a Udemy
A Coursera está intensificando sua presença no mercado corporativo brasileiro e programa para 2027 o lançamento de conteúdos criados no país e em língua portuguesa. Atualmente, a plataforma presta serviços para 370 grandes corporações no território nacional, incluindo nomes de peso como Petrobras, Itaú, BNP Paribas, Caixa e a WEG, sediada em Jaraguá do Sul.
Crescimento global e avanço B2B
Esse desenvolvimento no cenário nacional reflete os resultados financeiros obtidos em âmbito internacional. Durante o ano de 2025, a corporação registrou um faturamento de US$ 757,5 milhões, o que representa um acréscimo de 9% na comparação com o período anterior. O segmento voltado a empresas, chamado de Enterprise, atingiu US$ 255,3 milhões, simbolizando um avanço de 7% e correspondendo a aproximadamente um terço de todo o faturamento da companhia.
Para o ano de 2026, com a conclusão da união com a Udemy realizada em maio, a expectativa de faturamento para o grupo unificado oscila entre US$ 1,22 bilhão e US$ 1,245 bilhão.
Demanda impulsionada pela inteligência artificial
A busca por capacitação é impulsionada pela necessidade de atualização profissional frente ao avanço da inteligência artificial. Essa tecnologia obriga companhias dos ramos de energia, finanças e indústria a reavaliar atribuições e fluxos de trabalho.
De acordo com o CEO da Coursera, Jeff Maggioncalda, o treinamento corporativo tornou-se essencial para a busca por resultados superiores: “Empresas precisam entender que, com IA, seus funcionários podem ser ainda mais produtivos”.
Estratégia de hiperlocalização para 2027
O planejamento para 2027 contempla a personalização regional do ensino por meio de alianças locais associadas ao Projeto Helix. Conforme explica o vice-presidente global da Coursera, Anthony Salcito, o objetivo consiste em aproximar a grade de cursos da realidade operacional das empresas brasileiras: “O plano é ter muito mais criadores locais, com conteúdo nativo em português que reflita o contexto de negócios brasileiro”.
Com essas iniciativas, o Brasil consolida-se como um dos territórios centrais para a empresa de tecnologia educacional, que busca consolidar suas frentes corporativas e unificar as atividades estratégicas em solo nacional.



