22/10/2026

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Supertufão Champi afeta Ásia enquanto Brasil enfrenta novos ciclones

Com ventos impressionantes de até 296 km/h e rajadas que podem atingir 361 km/h, o supertufão Champi foi classificado pela Nasa como o ciclone mais intenso de 2026. A tempestade atua sobre as águas do Oceano Pacífico e desloca-se em direção ao continente asiático, mantendo nações como China, Japão, Taiwan e Filipinas em estado de alerta máximo.

Apesar da magnitude impressionante e da alcunha de ciclone monstro, o fenômeno está restrito ao hemisfério norte. Desse modo, o evento climático não possui nenhuma relação com a América do Sul, e o território brasileiro passa ao lombo de qualquer impacto gerado por essa tempestade asiática.

Ciclones extratropicais mudam o tempo no Sul e Sudeste

Ainda que o tufão Champi não afete o país, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná vão registrar mudanças drásticas nas condições meteorológicas. A alteração será provocada pela chegada de um ciclone extratropical entre a sexta-feira e o sábado, trazendo riscos para centenas de municípios.

Conforme dados da Meteored, a interação entre centros de baixa pressão atmosférica e a umidade vinda da Amazônia vai estruturar áreas de forte instabilidade. O cenário propicia temporais acompanhados de descargas elétricas, ventos superiores a 60 km/h, queda de granizo e potencial para alagamentos ou destelhamentos em pontos isolados.

Sequência de sistemas de baixa pressão eleva riscos

Após a passagem inicial pelo Sul, um segundo ciclone começará a se formar próximo ao litoral da Região Sudeste. Esse novo centro de baixa pressão prolongará as instabilidades e abrangerá uma parcela expressiva do território nacional ao longo do fim de semana.

Durante a madrugada de domingo, o perigo de tempestades avança sobre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Já pela manhã, as instabilidades alcançam Santa Catarina, o norte do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás, acumulando volumes significativos de chuva.

Até o fim do domingo, o segundo sistema atingirá seu ápice na costa paulista e fluminense. Na segunda-feira, o fenômeno seguirá em direção ao mar, mas continuará influenciando o clima com chuvas no Espírito Santo e no norte mineiro, além de abrir caminho para um canal de umidade no Nordeste.

Dinâmica dos temporais no país

Os ciclones consistem em fenômenos meteorológicos definidos por centros de baixa pressão atmosférica. Quando interagem com o relevo e outras frentes, eles funcionam como canais que aceleram a concentração de umidade e estimulam a formação rápida de nuvens carregadas.

A sequência desses dois sistemas criará um corredor duradouro de instabilidade no Brasil. Como a intensidade exata depende da rota de cada centro de baixa pressão, órgãos de meteorologia reforçam a necessidade de acompanhar os boletins oficiais de alerta para prevenir danos maiores.