20/10/2026

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Temporal em são paulo gera embate sobre alagamento no anhangabaú

O forte temporal que atingiu a cidade de são paulo na tarde de quarta-feira (14) provocou a inundação do Túnel do Anhangabaú, deixando motoristas ilhados, carros parcialmente submersos e ônibus presos na água. O episódio gerou divergência entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) quanto à gestão da crise e à prevenção de riscos na capital.

O temporal no centro paulista A tempestade que caiu na região central provocou o acúmulo rápido de água no sentido da avenida 9 de Julho, em direção à zona sul. De acordo com a prefeitura, foram registrados 42 milímetros de chuva em apenas 40 minutos, volume que representa cerca de 37% do esperado para todo o mês de outubro na capital.

Pelo menos 12 carros e dois ônibus foram danificados pela água, obrigando motoristas e passageiros a abandonarem os veículos. A chuva intensa também causou transtornos no transporte público, congestionamentos e um deslizamento de terra na Brasilândia, na zona norte, que resultou na morte de uma mulher.

Divergência sobre as causas e prevenção Enquanto a prefeitura atribuiu a inundação ao volume excepcional de chuva em curto espaço de tempo, o governo estadual criticou a falta de uma interdição preventiva da passagem. Segundo o governador Tarcísio de Freitas, os alertas meteorológicos anteriores exigiam o fechamento imediato do local para evitar a entrada de veículos em áreas de risco, argumentando que a capacidade de bombeamento tem limites físicos.

Por sua vez, a administração municipal defendeu que as seis bombas fixas funcionaram continuamente e sem falhas durante a tempestade, embora documentos oficiais apontem que o sistema foi projetado para oito equipamentos. A prefeitura também informou que caminhões de bombeamento emergenciais foram acionados e que o nível da água foi reduzido em menos de uma hora.

Ações da prefeitura e histórico da região A gestão municipal detalhou que agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego iniciaram o bloqueio das faixas do túnel às 15h48, com interdição total concluída às 16h. Contudo, a entrada mais intensa de água ocorreu minutos depois, atingindo cerca de um metro de altura em um intervalo muito curto. Após o incidente, o prefeito admitiu que a administração adotará maior rigor no fechamento preventivo em situações futuras.

O Túnel do Anhangabaú, inaugurado em 1990, possui um histórico conhecido de alagamentos por estar construído sobre cursos d’água canalizados e subterrâneos, como os córregos Saracura, Bexiga, Augusta e Itororó. Para tentar mitigar o problema crônico, a prefeitura estuda a construção de um piscinão na região do Terminal Bandeira, com custo estimado em mais de R$ 350 milhões, além de investimentos gerais em drenagem que somam R$ 11,4 bilhões aplicados entre 2021 e setembro de 2026.