25/10/2026

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China exige que Estados Unidos suspendam novas barreiras a capitais

O Ministério do Comércio da China exigiu neste sábado (24) que os Estados Unidos suspendam a ampliação das barreiras contra investimentos americanos no país asiático. De acordo com o governo de Pequim, a proposta de regulamentação voltada para tecnologias sensíveis causa danos diretos aos laços comerciais bilaterais.

Propostas de segurança em Washington As movimentações ocorrem após o Departamento do Tesouro dos EUA apresentar, na quinta-feira (22), atualizações para o programa de segurança de investimentos no exterior. A medida inclui a biotecnologia entre os setores restritos, além de estender o rigor para sistemas hipersônicos e computação de alto desempenho.

Reação e críticas de Pequim Em nota oficial, o Ministério do Comércio classificou a iniciativa como uma ampliação que ampliava “discriminatoriamente” as restrições a investimentos direcionados à China. A pasta reforçou que o governo chinês é totalmente contrário à diretriz e mantém o direito de aplicar contramedidas que ainda não foram detalhadas.

O comunicado também pontua que o avanço regulatório atropela o entendimento mútuo firmado entre os chefes de Estado de ambas as nações durante encontros recentes realizados nos últimos meses.

Justificativa norte-americana Por outro lado, o Departamento do Tesouro americano defendeu que as regras — aplicadas de forma ampla e não apenas ao território chinês — buscam barrar o fluxo de capital dos EUA no financiamento de tecnologias críticas de dupla utilização por potências rivais, o que poderia representar riscos à segurança nacional norte-americana.

Áreas já afetadas As restrições impostas por Washington não são inéditas e já limitavam a atuação financeira de investidores dos EUA em ramos específicos na China, englobando inteligência artificial, tecnologias quânticas e o mercado de semicondutores.