Caso flávio bolsonaro é peso para trump nas midterms, aponta consultoria
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos colocam a situação do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no centro das discussões secundárias da capital norte-americana, segundo levantamento da Arko Internacional.
Um fardo político em Washington
Para o mercado político americano, o imbróglio envolvendo o parlamentar brasileiro funciona como um peso que a gestão republicana precisa administrar com cautela. A avaliação aponta que o tema exige atenção sem que se transforme na principal prioridade do governo. “A questão do Flávio acaba se tornando uma situação um pouco mais problemática para o Trump, porque é um fardo que ele tem que lidar agora, nesse momento”, disse Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional.
O analista pontua que o assunto ocupa uma posição secundária na capital dos EUA devido à centralidade das disputas legislativas locais. “Esse caso é o principal caso de rodapé da política hoje em Washington. Ou seja, é entre os irrelevantes, talvez um dos temas mais importantes”, afirmou.
Minerais críticos superam pauta ideológica
A prioridade estratégica dos Estados Unidos nas relações com o Brasil recae sobre os acordos comerciais de recursos minerais, deixando debates políticos em segundo plano. O objetivo principal da administração norte-americana é barrar a instalação de plantas chinesas de processamento no território brasileiro e garantir espaço para corporações dos EUA. “Para ele, isso é mais importante do que Flávio Bolsonaro ou qualquer coisa”, declarou o analista. A estratégia da Casa Branca seria esvaziar o caso brasileiro gradualmente para concentrar esforços nas negociações econômicas.
Pressão do eleitorado na Flórida
Apesar do foco comercial, o governo dos EUA sofre pressões pontuais de bases eleitorais específicas, sobretudo no estado da Flórida, onde comunidades de imigrantes acompanham de perto os desdobramentos políticos do Brasil. “A percepção do eleitor brasileiro, cubano, venezuelano, latino-americano da Flórida é muito uníssona em relação à região e eles esperam que o Trump defenda o Flávio”, explicou Aragão.



