29/10/2026

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Santander registra queda no crédito rural e avanço da inadimplência

O setor do agronegócio enfrentou um cenário de retração nos financiamentos do Santander durante o terceiro trimestre, período encerrado em setembro, refletindo um ambiente macroeconômico adverso e maior endividamento dos tomadores.

Retração nos empréstimos para o campo Os financiamentos voltados para pessoas jurídicas no segmento agrícola somaram R$ 10,4 bilhões, o que representa uma retração de 10% em comparação com os R$ 11,5 bilhões contabilizados no mesmo intervalo do ano anterior.

Queda no atendimento a produtores rurais pessoas físicas Entre os clientes individuais, a carteira de crédito rural encerrou o trimestre com um volume de R$ 7,5 bilhões, evidenciando um tombo de 18,7% frente aos R$ 9,2 bilhões reportados em igual recorte temporal de 2025. Atualmente, os empréstimos destinados ao campo representam 2,9% de toda a composição da carteira da instituição financeira.

Indicadores de atraso e o cenário econômico Em relação aos atrasos de 15 a 90 dias no atendimento a pessoas físicas, o índice fechou o trimestre na marca de 5,2%, mantendo-se praticamente estável. A instituição financeira pontua que existe uma pressão evidente no segmento do agronegócio, embora o foco central continue direcionado para a rentabilidade.

Por sua vez, o indicador de calotes superiores a 90 dias para pessoas físicas apresentou acréscimo de 3,4% ao longo do trimestre. Segundo a instituição, ambos os períodos exibiram avanço nas ocorrências de atraso dentro das fatias de menor renda e do agronegócio, evidenciando as dificuldades impostas por um panorama macroeconômico complexo e marcado por patamares elevados de endividamento.