30/10/2026

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Bolsas da Europa fecham em alta com juros do BCE e balanços

A maioria das bolsas europeias encerrou a sessão desta quinta-feira (29) em terreno positivo, impulsionada pela decisão do BCE (Banco Central Europeu) de manter as taxas de juros inalteradas, além de fortes balanços corporativos divulgados por grandes empresas.

Impacto do petróleo e cenário internacional O clima de otimismo nos mercados também recebeu suporte da queda nos preços do petróleo e da perspectiva de retomada nas conversas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Contudo, a praça de Madri na Espanha acabou destoando do movimento geral, pressionada pelo setor bancário após a divulgação de resultados trimestrais desfavoráveis.

Desempenho dos principais índices acionários Com base em cotações preliminares, o mercado londrino viu o FTSE 100 fechar com avanço de 0,26%, atingindo 10.722,07 pontos. Em Frankfurt, o índice alemão DAX subiu 1,36% para 26.052,75 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, ganhou 1,05% e encerrou aos 7.970,00 pontos.

Outras praças importantes da região registraram movimentações mistas. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,36%, chegando a 50.002,36 pontos, e o PSI 20, em Lisboa, subiu 0,80%, alcançando 9.319,57 pontos. Na contramão, o Ibex 35 de Madri recuou 0,11%, fechando em 18.862,30 pontos.

Decisão do BCE e alertas econômicos O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito fixada em 2,5%. Durante o anúncio, Christine Lagarde alertou para riscos de inflação maior e crescimento menor, além de anunciar sua saída antecipada do cargo para fevereiro. Em paralelo, dados mostraram que o sentimento econômico da zona do euro registrou uma queda superior à esperada pelos analistas, enquanto o ING projeta um novo aperto monetário em dezembro.

Balanços corporativos movimentam ações Os resultados trimestrais corporativos definiram os rumos individuais de várias companhias de peso na Europa. Em Londres, as ações da Shell subiram 1,6% depois que a petroleira quase duplicou seu lucro ajustado e elevou o programa de recompra de ações para US$ 5 bilhões. Em contrapartida, a Haleon despencou mais de 15,6% após cortar suas projeções, e o Lloyds recuou 5,4% apesar de ter reportado lucros acima das expectativas.

Em Paris, a Airbus avançou 2,6% com a confirmação de suas metas, e a TotalEnergies teve alta de 1% após reportar forte expansão nos lucros, beneficiada pelas cotações de energia e margens de refino. Na Alemanha, a Adidas saltou 5,8% impulsionada por um lucro trimestral superior.

Por outro lado, o setor financeiro espanhol sofreu perdas expressivas. O BBVA caiu mais de 2,8% em reflexo de um balanço que apontou retração no lucro frente ao trimestre anterior, pressionado por custos e provisões maiores, enquanto o Santander recuou 0,4%. Na Itália, a Campari despencou 6,7%.