Bnp paribas tem salto no lucro do terceiro trimestre acima das projeções
O BNP Paribas reportou um crescimento expressivo em seu resultado financeiro durante o terceiro trimestre, impulsionado diretamente pelas operações nas divisões de ações e de prime brokerage, que impulsionaram o faturamento global da instituição.
Crescimento superou as expectativas do mercado
Na última quarta-feira (28), a instituição financeira francesa divulgou que o seu lucro líquido atingiu a marca de 3,46 bilhões de euros. O valor representa uma alta significativa em comparação aos 3,04 bilhões de euros contabilizados em igual período do ano anterior.
O montante superou com folga o prognóstico médio dos analistas financeiros, que apostavam em um resultado de 3,23 bilhões de euros, conforme dados consolidados pelo próprio banco.
Avanço nas receitas e divisão corporativa
A receita total da empresa experimentou uma expansão de 9,45%, alcançando 13,76 bilhões de euros. Esse desempenho também ficou acima das previsões do mercado, que estimavam faturamento de 13,50 bilhões de euros para o intervalo.
O principal motor desse crescimento foi o segmento de banco corporativo e institucional, cujas receitas dispararam 17% no trimestre. No interior dessa mesma divisão, o setor de mercados globais registrou um salto de 22%, impulsionado sobretudo pelas operações acionárias e serviços prime, ao passo que o resultado em renda fixa permaneceu “estável”.
Solidez de capital e metas futuras
No que tange aos indicadores de solidez financeira, o índice CET1 sofreu uma retração sutil, indo para 12,9% no encerramento de setembro, frente aos 13,0% registrados no término de junho.
Apesar disso, a companhia destacou a expectativa de que o indicador retorne para patamares superiores a 13% até o final de 2026 — antecipando uma projeção anterior que apontava para o fim de 2027.
O conglomerado financeiro reafirmou ainda suas diretrizes estratégicas para os anos de 2026 e 2028, o que inclui a meta de assegurar um incremento anual no lucro líquido superior a 10% tomando como base o patamar de 2025 até o ano de 2028.
“O grupo teve um terceiro trimestre muito forte, impulsionado pelo desempenho operacional nas três divisões”, afirmou o CEO Jean-Laurent Bonnafé.



