10/10/2026

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Sequestro em creche de Curitiba terminou com invasão do Bope

Uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) encerrou na última sexta-feira (9) um sequestro de três horas em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) localizado no bairro São Braz, em Curitiba. Treze crianças, com idades entre 4 e 5 anos, foram mantidas reféns em uma sala de aula encharcada com produto inflamável, sendo todas resgatadas com vida após a intervenção tática dos agentes.

Detalhes da invasão e do resgate

O desfecho ocorreu quando o criminoso, portando uma faca e um simulacro de arma de fogo, intensificou as agressões contra os pequenos e ameaçou atear fogo no espaço. A equipe policial decidiu agir de forma imediata ao notar que a situação havia chegado a um limite crítico de perigo para os reféns.

O coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da Polícia Militar do Paraná, explicou os motivos que levaram a corporação a invadir o recinto. “Quando percebemos que as crianças começaram a ficar em um nível de estresse mais elevado e que ele passou a agredi-las, optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior”, detalhou.

Ação decisiva e perfil do agressor

Durante todo o período de tratativas, o homem permaneceu segurando um dos menores no colo e empunhava um isqueiro, enquanto o ambiente exalava forte cheiro de substância inflamável. O Bope aproveitou uma oportunidade visual para neutralizar o indivíduo justamente no momento em que ele tentava se aproximar violentamente de uma das vítimas.

Segundo informações repassadas pela polícia, o autor do crime sofria de esquizofrenia. A rápida evacuação promovida por professores e pela direção da instituição de ensino impediu que um número ainda maior de alunos ficasse sob a mira do sequestrador no interior do prédio.

Atendimento médico aos reféns

Logo após a desmobilização do cenário de crise, equipes de socorro prestaram atendimento imediato aos menores na parte externa do CMEI. Cinco vítimas precisaram de transporte para unidades hospitalares, incluindo uma que apresentava lesões aparentes no rosto causadas pelo sequestrador, enquanto as outras quatro foram levadas por solicitação direta dos responsáveis. Os demais oito estudantes passaram por avaliação no local e foram liberados.

A ocorrência mobilizou órgãos de segurança como Guarda Municipal, Polícia Civil, além do Corpo de Bombeiros e do Samu, que isolaram o perímetro para os trabalhos periciais. As investigações continuam em andamento para esclarecer a identidade do invasor e o que motivou a ação criminosa na unidade infantil.