24/10/2026

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Eleição presidencial chega ao fim acirrada e sem margem para lua de mel para o vencedor

Chegamos na reta final da campanha eleitoral com uma disputa bastante apertada. O presidente Lula (PT) fez algumas movimentações importantes tentando encurtar a vantagem que Flávio Bolsonaro (PL) teve no primeiro turno: intensificou pacote de medidas, fez mobilizações de rua e se fez presente nas mídias sociais.

Cenário das pesquisas e desafios econômicos Mas o que vemos nas pesquisas é que isso aparentemente não foi suficiente. Flávio chega nessa reta final com um leve favoritismo em relação ao presidente Lula. E seja lá quem vai ganhar a eleição, vai ter desafios importantes pela frente.

Esse desafio começa, sem dúvida nenhuma, com a questão fiscal. Existem pontos importantes que o próximo presidente precisa enfrentar: perda de arrecadação das bets, o gasto social que houve nos últimos dias, promessas de campanha… Tudo isso exige recursos, e as contas do país já estão em uma situação de bastante fragilidade.

Governabilidade e o papel do Congresso Outro desafio é a construção de uma base parlamentar sólida que dê condições de governabilidade e de avançar nessa agenda, que é difícil.

Aparentemente, Flávio Bolsonaro, pelo perfil do Congresso Nacional, deve ter uma facilidade maior para construir essa base. Seu partido, o PL, elegeu as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Para o presidente Lula, talvez essa governabilidade seja um pouco mais desafiadora e difícil.

Polarização e popularidade em baixa Há também o ponto da popularidade, com lua de mel que geralmente todo presidente eleito tem com a população. Com a campanha tão polarizada, a expectativa é de que essa lua de mel não dure muito. Afinal de contas, o país está muito dividido.

E quando a popularidade do presidente acaba não sendo tão alta, obviamente que o custo de governabilidade também aumenta, exigindo habilidade política extrema do próximo governante brasileiro.