01/11/2026

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Estudantes de medicina são expulsos após ataques a bolsistas

Estudantes do curso de medicina da Unicesumar (Universidade Privada de Maringá), no Paraná, foram alvo de punições severas — incluindo expulsões — após realizarem ataques com comentários preconceituosos contra colegas bolsistas.

Repercussão nas redes sociais As declarações discriminatórias ocorreram em um aplicativo de mensagens da faculdade logo após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais, que consagraram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25). O conteúdo foi printado, exposto e denunciado por meio de um perfil criado por acadêmicos nas redes sociais.

Ações tomadas pela faculdade Diante da repercussão, a instituição abriu uma sindicância interna para investigar o caso e determinou sanções baseadas no regimento interno. A faculdade optou por não divulgar a quantidade exata de acadêmicos penalizados pelas postagens.

A instituição de ensino manifestou sua posição oficialmente por meio de comunicado:

“A UniCesumar comunica que concluiu no dia 30 de outubro a Sindicância Interna aberta para apuração dos fatos envolvendo mensagens trocadas em grupo de WhatsApp por alunos da Instituição. A Comissão de Sindicância recomendou e a Reitoria da Unicesumar decidiu pela aplicação de medidas disciplinares em relação aos alunos envolvidos, nos termos do Regimento Interno da universidade. As medidas disciplinares foram: advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente da Instituição, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada. A UniCesumar reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade, o respeito à vida e os valores que orientam a formação de seus estudantes. A Instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito. O Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) permanece à disposição dos alunos para oferecer acolhimento, orientação e suporte, ter conhecimento sobre o caso e disse que os grupos de WhatsApp onde ocorreram as mensagens, não tem vínculo nenhum com a Instituição.”

Posicionamento do conselho regional O episódio também chamou a atenção dos órgãos fiscalizadores da profissão médica no estado, que prometeram atuar com rigor diante da conduta dos futuros profissionais.

O CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná) emitiu um posicionamento oficial sobre o ocorrido:

“Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza. A escolha pela Medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, pautados pela promoção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade. Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores e não devem ser toleradas no ambiente de formação médica. O CRM-PR adotará todas as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições institucionais e acompanhará o desdobramento do caso, contribuindo para que haja uma apuração rigorosa e transparente dos fatos pelas instâncias competentes.”

O caso segue repercutindo no ambiente acadêmico e reforça os debates sobre a necessidade de combater o preconceito dentro das universidades.