Flávio Bolsonaro defende castração química e oito anos de prisão para roubo
Durante o primeiro debate do segundo turno presidencial, realizado na noite deste domingo (18) nos estúdios da TV Bandeirantes em São Paulo, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas duras para a área de segurança pública, defendendo a castração química para condenados por estupro, pena mínima de oito anos para roubo de celulares e a redução da maioridade penal.
Propostas para crimes sexuais e patrimoniais
O postulante argumentou que pretende endurecer o tratamento penal conferido a criminosos e acusou o Partido dos Trabalhadores de priorizar os direitos dos suspeitos em detrimento da proteção às vítimas. Ao focar na segurança de mulheres e crianças, o político detalhou sua medida mais polêmica: “Eu vou aprovar aqui no Congresso Nacional a castração química pra estuprador”, declarou.
Em seguida, o candidato mirou o crescimento dos delitos envolvendo aparelhos telefônicos e determinou um patamar rígido de reclusão para inibir esse mercado ilegal. “Ladrão de celular vai pegar pena mínima de oito anos, ou seja, vai ficar preso”, disse.
Redução da maioridade penal
No mesmo bloco de discussões do confronto direto com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato abordou a responsabilidade civil e criminal de menores de idade, criticando a postura da sigla adversária sobre o tema. A ideia central é que adolescentes comecem a responder penalmente mais cedo diante de ocorrências graves.
“Se você é a favor da redução da maioridade penal, eu defendo que ela seja de 14 anos para crimes hediondos, como estupro de mulheres”, afirmou.
O embate marca a reta final da corrida pelo Palácio do Planalto, ocorrendo a exatos sete dias da votação decisiva marcada para o dia 25 de outubro de 2026. Todas as medidas mencionadas pelo candidato dependem de articulação política e aprovação no Congresso Nacional para entrarem em vigor.



