Governadores do Sul lideram motociata por Flávio Bolsonaro
A capital paranaense foi palco da mobilização política denominada Grande Motociata do Sul na tarde deste sábado (17). O evento reuniu chefes do Executivo estadual e parlamentares eleitos da região para manifestar apoio público à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto no pleito de 2026, repetindo iniciativas já promovidas anteriormente em Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).
Trajeto simbólico e resgate da Operação Lava Jato
A concentração dos motociclistas teve início às 14h30 nas imediações da sede da Superintendência da Polícia Federal, situada no bairro Santa Cândida — localidade onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu detido durante 580 dias. Na sequência, o cortejo se deslocou rumo à sede da Justiça Federal, no bairro Ahú, onde tramitaram as ações penais da Operação Lava Jato, tendo como destino final a Boca Maldita, tradicional reduto de comícios na região central de Curitiba.
Antes da largada do comboio, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro, ressaltou a carga histórica e política do itinerário adotado. É um ato simbólico muito forte em apoio a Flávio Bolsonaro presidente e fora Lula, afirmou Moro, que agradeceu a presença dos governadores e das lideranças políticas dos três estados.
Ao abordar o ponto de partida do protesto, o gestor paranaense enfatizou a herança jurídica construída em solo local e direcionou críticas à gestão federal, citando episódios recentes como os descontos indevidos em aposentadorias do INSS e a situação do Banco Master. A Lava Jato é uma grande marca, a maior operação da história do Brasil contra a corrupção, e o paranaense tem orgulho da Lava Jato, declarou. Em seguida, completou: Se a Justiça e a lei tivessem sido cumpridas à risca, Lula estaria aqui ainda cumprindo pena e não teria feito tão mal para o país.
Moro também defendeu o alinhamento regional nas urnas: No dia 25, todos votaremos 22 para colocar no Palácio do Planalto um aliado do Paraná, um aliado do Sul do país. O Sul se uniu porque entende que Flávio Bolsonaro é o melhor candidato para o Brasil, mas é o melhor candidato para o Sul, afirmou.
Articulação entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, enfatizou o papel da aliança partidária entre os três estados meridionais com foco na disputa presidencial. Um ato cívico, um ato de demonstração de unidade entre o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Nós estamos juntos, participando de eventos em cada estado, querendo dizer para a população da importância de a gente libertar o Brasil, declarou, acrescentando: O Brasil precisa vencer as eleições e vai vencer dia 25. Dia 25 é 22.
Na mesma linha, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, destacou o peso institucional da coalizão sulista: A gente está aqui mostrando realmente a união, três governadores eleitos do partido do presidente Flávio, nove senadores alinhados dos três estados. E será muito importante que tenhamos Flávio Bolsonaro eleito presidente do nosso país, disse. Zucco criticou o governo petista e pontuou: Ganhamos nos três estados, mas vamos aumentar ainda mais a diferença para que a gente possa, no dia 25, salvar o Brasil, salvar os brasileiros. É Flávio 22, declarou.
Presença maciça de senadores e deputados
O ato contou com ampla participação parlamentar, incluindo o senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, além dos senadores eleitos pelo Paraná, Deltan Dallagnol e Filipe Barros, e pelo Rio Grande do Sul, Sanderson e Marcel van Hattem. A comitiva integrou ainda o vice-governador eleito do Paraná, Edson Vasconcelos, junto a deputados federais e estaduais da bancada conservadora.
Ao discursar durante o trajeto, Carlos Bolsonaro agradeceu a Moro pela acolhida na capital paranaense e exaltou a coesão do bloco oposicionista. É um time unido, é um time coeso e eu tenho certeza absoluta que esse time aqui vai ajudar não só o Sul do Brasil, mas o Brasil como um todo, e vamos ajudar todo o país a sair das garras do PT, afirmou.



