Casal é condenado em Santa Catarina por tráfico humano e adoção ilegal
Um casal foi condenado a seis anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, por tráfico de pessoas com o objetivo de promover uma adoção ilegal no estado. A sentença também determinou o pagamento de 14 dias-multa com base no salário mínimo da época.
Investigação revelou esquema de cooptação O processo judicial apontou que uma das rés ofereceu a quantia de R$ 30 mil para que uma mãe gerasse um novo filho destinado aos réus. Além da oferta financeira, a proposta incluía a cobertura de todas as despesas mensais durante o período gestacional.
A vulnerabilidade familiar foi explorada De acordo com os autos, a aproximação entre as partes ocorreu por meio de um abrigo institucional onde uma das filhas da mãe estava acolhida. Relatos indicam que a ré ofereceu suporte para cuidar de um bebê nos fins de semana, mas logo passou a fazer exigências e propostas para burlar os trâmites legais de adoção, aproveitando-se da situação de fragilidade socioeconômica da genitora.
Bebê sem documentos encontrado na residência Durante uma diligência policial realizada no endereço dos investigados, as autoridades encontraram uma criança de aproximadamente sete a oito meses desprovida de documentação regular. Na ocasião, a polícia apreendeu cerca de dez telefones celulares e quatro computadores para perícia.
Histórico e desdobramentos judiciais Os magistrados avaliaram as provas apresentadas e concluíram que as ações ultrapassaram qualquer tentativa legítima de auxílio, configurando crime. Outros inquéritos envolvendo os mesmos réus continuam tramitando na justiça catarinense, enquanto a pena imposta foi mantida após a análise dos recursos.



