17/10/2026

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Flávio Bolsonaro defende posse de armas e critica estatuto em sabatina

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que o verdadeiro entrave da segurança pública no Brasil é a circulação de armamento clandestino nas mãos de criminosos, durante sabatina concedida à TV Globo nesta sexta-feira (16).

Posse de armas e estatuto

O parlamentar defendeu o direito à aquisição de armamentos por cidadãos que cumpram todas as exigências legais e aproveitou para criticar o Estatuto do Desarmamento, argumentando que a legislação atual restringe a defesa pessoal enquanto o mercado ilegal segue abastecendo o crime. “Ninguém está defendendo o faroeste; o verdadeiro problema da segurança pública são as armas ilegais na mão do crime”, declarou.

Para embasar seu argumento, o senador resgatou os dados do primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, apontando que a taxa de homicídios no país caiu cerca de 17% no período, mesmo com o avanço na emissão de registros para colecionadores, atiradores e caçadores (CACs). A pauta também incluiu questionamentos sobre uma proposta de retirada na marcação de cápsulas de munição das forças de segurança, medida criticada por especialistas por dificultar investigações. Embora questionado sobre o tema, Flávio não detalhou como a mudança ajudaria no combate à criminalidade, preferindo focar no endurecimento penal.

Tecnologia e combate ao crime

Entre as alternativas apresentadas para conter a violência, o senador prometeu investimentos massivos em tecnologia, incluindo a aquisição de mais de 1 milhão de câmeras inteligentes interligadas a polícias estaduais, municipais e redes privadas. O projeto prevê a conexão das imagens ao Banco Nacional de Mandados de Prisão para rastrear suspeitos em fuga entre estados.

Ademais, o parlamentar propôs classificar líderes de facções criminosas como o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias sob a alcunha de narcoterroristas, embora não tenha aprofundado os instrumentos legais necessários para tal medida.

Críticas ao governo federal

Na reta final da conversa, o debate enveredou para o campo político e econômico, com críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio comparou as ações sociais da gestão atual com o governo de seu pai, afirmando que a administração anterior triplicou o valor médio do benefício social de R$ 190 para R$ 600, além de acusar o atual governo de adotar medidas eleitoreiras.