Amigo de Michael Schumacher apoia decisão da família sobre sigilo
O ex-engenheiro e dirigente da Fórmula 1 Richard Hopkins abriu o jogo sobre a sua relação com Michael Schumacher e o rigoroso controle de privacidade mantido pela família do heptacampeão mundial após o grave acidente de esqui sofrido em 2013, nos Alpes franceses.
A amizade construída nos anos 1990 Tendo conhecido o talento do astro alemão de perto durante a década de 1990 na categoria máxima do automobilismo, o antigo chefe de operações da Red Bull sente falta do convívio que antes era constante com o ex-piloto, hoje com 57 anos.
Apoio total à postura de Corinna Mesmo diante do distanciamento imposto pela esposa do ex-atleta, Corinna Schumacher, o ex-dirigente demonstrou total compreensão e ressaltou que reencontrar o amigo em uma condição delicada não seria positivo para nenhuma das partes envolvidas.
“Espero vê-lo novamente. Adoraria. Mas só se for o certo. Acho que ninguém quer ver Michael numa situação em que não o queremos ver, ou em que Michael não quer que o vejamos. Mas, ao mesmo tempo, se ele não estiver bem, eu preferiria não vê-lo”, disse Hopkins à plataforma iPredicta e citado pelos jornais Daily Star, Express e Mirror.
“Não sei o que Corinna pensa. Não sei quais são os pensamentos dela sobre isso. Mas talvez, de certa forma, esteja relacionado a isso, já que se trata de Michael. Ele era a personificação da força, e acho que ela está protegendo-o mais do que a si mesma, a família e tudo mais. Eu adoraria ver o Michael, bater um papo com ele, tomar um café com ele, em vez de vê-lo numa situação desagradável. Então, temos que respeitar isso”, prosseguiu.
Revelações sobre o documentário e a personalidade do ídolo Ao comentar o documentário “Schumacher ’94 – O Nascimento de Uma Lenda”, o antigo colega de paddock destacou que a lenda das pistas estava longe de ser imune à pressão do esporte, exibindo abertamente seus sentimentos e rompantes de irritação.
“Schumacher era um cara muito emotivo, demonstrava seus sentimentos abertamente, principalmente quando se irritava emocionalmente. Não necessariamente triste emocionalmente. Tenho certeza de que houve outras ocasiões em que ele ficou assim. O cara não era totalmente de aço. Ele não era um robô. No fim das contas, ele era um ser humano”, afirmou.
O atual cenário da lenda da F1 Embora existam relatos de que o alemão passou a ser transportado em cadeira de rodas em sua residência localizada na Suíça, os detalhes exatos sobre o estado de saúde do heptacampeão continuam sob rigoroso sigilo desde a tragédia que alterou permanentemente a rotina de seus entes queridos.



