16/10/2026

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Setor de alimentação aposta em PEC flexível para absorver impacto da escala 6×1

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) expressou profunda preocupação com a aceleração da tramitação da proposta que encerra a escala de trabalho 6×1 no Senado Federal. Diante desse cenário, a entidade volta suas atenções para uma possível PEC do Trabalho Flexível como alternativa para mitigar os impactos da mudança na jornada.

Impacto financeiro e custos ao consumidor

O segmento gastronômico projeta um encarecimento expressivo nas despesas com folha de pagamento, com projeção de alta de até 20%. A entidade destaca que o reflexo será sentido em toda a cadeia produtiva, resultando em encarecimento generalizado.

“Mesmo as empresas que já trabalham no regime 5×2, com 40 horas semanais, terão aumento de custo de 9,1%. A conta chegará ao cidadão”, diz nota da entidade.

Apagão de mão de obra e prazos

Além da questão financeira, a associação avalia como “incompatível” o período de transição de apenas 60 dias estabelecido na proposta para a adaptação das companhias. Os empresários argumentam que o país já sofre com a falta de profissionais qualificados.

“O risco é de precarização imediata de serviços essenciais, como os prestados por restaurantes, hospitais, clínicas e escolas”, alerta o setor.

Alternativa na jornada flexível

Embora o Senado tenha dado andamento definitivo à pauta, a Abrasel busca respaldo na PEC do Trabalho Flexível para o próximo ano. A expectativa é que o modelo de contratação por hora e horários móveis traga maior equilíbrio para a relação entre empregados e empregadores no setor.