15/10/2026

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Cachorro é achado morto com patas decepadas e olhos costurados em praia

Um cachorro foi encontrado morto com marcas severas de mutilação na faixa de areia da Praia do Tomé, situada na Barra do Aririú, em Palhoça. O caso gerou grande repercussão e revolta entre defensores da causa animal e moradores da região metropolitana de Florianópolis após imagens do corpo circularem nas redes sociais.

O achado macabro O corpo do canino foi localizado durante a noite por um pedestre que fazia uma caminhada pela orla. A testemunha relatou ter sentido um odor forte na região e, inicialmente, confundiu os restos mortais com os de um leitão devido ao estado em que o animal se encontrava.

O cão apresentava os olhos costurados e estava sem as patas traseiras. A brutalidade do crime rapidamente alimentou suspeitas na internet de que o animal teria sido alvo de sessões de tortura ou rituais antes de ser desovado na areia da praia catarinense.

Investigação e resgate Com a repercussão, houve o temor de que a carcaça pertencesse a uma cadela chamada Hara, que estava desaparecida na área. No entanto, a própria tutora compareceu à praia e descartou a hipótese.

Em nota oficial, o secretário de Defesa do Cidadão de Palhoça, Diego Martins, informou que a equipe da Dibea (Diretoria de Bem-Estar Animal) esteve no local logo após receber a denúncia.

O órgão municipal confirmou a ocorrência, realizou o recolhimento do corpo e o encaminhou para a Polícia Científica de Santa Catarina. O instituto será responsável por realizar a necropsia para determinar a causa exata da morte e a dinâmica das mutilações.

Ainda segundo a prefeitura, a Dibea vai elaborar um relatório completo para ser repassado à Polícia Civil de Santa Catarina, que conduzirá as investigações para identificar e punir os responsáveis pelo ato de extrema crueldade.

Punição severa para maus-tratos No ordenamento jurídico brasileiro, praticar atos de abuso, ferir, mutilar ou cometer maus-tratos contra cães e gatos é crime grave, enquadrado na Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020).

A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de aplicação de multa e proibição definitiva da guarda de animais. Como houve a morte do pet, a penalidade pode sofrer agravantes.

As autoridades reforçam que denúncias sobre abusos ou informações que levem aos autores de crimes contra animais podem ser feitas de forma totalmente anônima por meio do telefone 181, da Polícia Civil, ou pelo 190, da Polícia Militar.