Janaína Paschoal avalia deixar a política após derrota eleitoral em 2026
A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2016, admitiu que pode abandonar a política após o resultado das eleições de 2026. A advogada ficou como segunda suplente do Progressistas (PP) após registrar 46.773 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, montante insuficiente para garantir sua eleição.
Queda expressiva no número de votos O desempenho nas urnas surpreendeu a própria parlamentar. Em comparação, nas eleições municipais de 2024, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo, ela obteve 48.893 votos apenas na capital — marca superior ao total registrado em todo o território paulista no pleito atual. Em 2018, no auge de sua projeção política, ela alcançou mais de dois milhões de votos e se tornou a deputada estadual mais votada da história até então.
Diante do cenário, Janaína questionou publicamente o apoio dos eleitores e iniciou uma análise para compreender o afastamento de sua base. Em relação à estrutura partidária, ela avaliou que optou por uma campanha mais modesta e à moda antiga, recusando valores elevados para impulsionamento digital, embora acredite que o partido poderia ter dado mais espaço a sua candidatura nas inserções televisivas.
Reflexão sobre o futuro político Questionada se encerraria sua trajetória nas urnas, a advogada pontuou que ainda pondera colocar seu nome à disposição da sociedade, justificando a decisão a partir de sua formação acadêmica e da tese de livre-docência defendida na Universidade de São Paulo (USP) sobre crimes omissivos.
“Agora, se o povo não quer, eu também sou uma pessoa democrática, né? Eu aceito e torço para que os eleitos façam algo bom para todos nós”, declarou.
A vereadora também comentou sobre sua postura de independência no cenário político e as exigências de alinhamento partidário, afirmando que sua trajetória sempre foi marcada pela autonomia intelectual, característica que, segundo ela, muitas vezes dificulta a compreensão tanto de eleitores quanto de aliados. Sobre a permanência no Progressistas, a parlamentar informou que não possui planos imediatos de saída, mas avaliará o cenário futuro quando abrir a janela partidária.



