13/10/2026

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TSE aponta riscos em canal de WhatsApp ligado a André Janones

A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não encontrou informações falsas no canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que reúne mais de 3 milhões de inscritos. No entanto, um relatório divulgado nesta segunda-feira (12) alerta para riscos ao processo eleitoral, especialmente pela possibilidade de disseminação de mensagens em massa às vésperas do segundo turno.

Detalhes da investigação do tribunal O canal é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG). A análise foi realizada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE e examinou publicações feitas entre 2 e 11 de outubro de 2026. O documento oficial detalha que, no período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações.

Apontamentos sobre linguagem e exclusão de dados Além da possibilidade de circulação em massa de mensagens perto da votação, o relatório aponta o uso frequente de linguagem polarizadora, que pode estimular confrontos políticos. Segundo a equipe técnica, há nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito. Outro ponto de atenção é a exclusão de publicações feitas em setembro, o que impediu a verificação integral do conteúdo anterior.

Denúncias apresentadas pela oposição A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) alegou que o canal divulgava informações falsas, incluindo acusações sobre retirada de títulos religiosos, suposto envolvimento com milícia e cortes em benefícios sociais. A equipe do TSE, porém, não localizou essas publicações no período analisado. O relatório também menciona uma mensagem publicada em 8 de outubro, à 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará uma única fake news até o final da campanha.

Contexto das decisões judiciais O documento foi solicitado pelo ministro Nunes Marques após representação da coligação adversária. No domingo (11), o ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e determinou a derrubada do canal, mas Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a medida horas depois. Assinado por Frederico Alvim, chefe do setor técnico, o documento deverá orientar novas deliberações do tribunal, podendo ser levado ao plenário em breve.