11/10/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Delegado critica ataques a policiais após prisão de suspeito por estupro em Mafra

A Polícia Civil de Santa Catarina se manifestou neste sábado (10) após receber questionamentos e ataques virtuais referentes à prisão de um homem suspeito de estuprar a enteada de 12 anos em Mafra, município localizado no Planalto Norte catarinense. De acordo com a corporação, o inquérito reuniu evidências sólidas que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Operação policial em Mafra O mandado foi cumprido na sexta-feira (9) em uma ação conduzida pela Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso). Conforme apontou a apuração inicial, os abusos sexuais aconteciam de maneira rotineira no interior da residência da família e foram gravados por equipamentos instalados no local.

O caso é tratado pelas autoridades como estupro de vulnerável, além da produção de registros visuais de abuso sexual infantil com intuito comercial e a posterior distribuição desse material ilícito. Foram encontradas pelo menos quatro câmeras espalhadas pela casa, com foco principal em um dos dormitórios.

Críticas ao anonimato e à defesa do investigado Diante da repercussão do caso, a corporação repudiou os ataques direcionados aos agentes de segurança pública. “A Polícia Civil está recebendo ofensas de pessoas que estão se valendo do anonimato, o que é proibido pela Constituição. São ofensas graves contra a honrada instituição e os policiais, além de afirmações de que a pessoa investigada seria inocente”, informou o delegado Cassiano Tiburski.

Rapidez na resposta do judiciário A instituição destacou a agilidade com que o poder público agiu para conter o suspeito. O material probatório foi considerado consistente o suficiente para tramitar com celeridade nos órgãos competentes.

“Em menos de 12 horas de investigação, com o pedido judicial de busca e apreensão e prisão, em menos de 12 horas o Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público, decretou a prisão do indivíduo”, declarou o delegado.

Materialidade dos crimes A respeito das dúvidas levantadas por internautas sobre a lisura do processo e a existência de provas materiais, a polícia reiterou que os arquivos de vídeo apreendidos comprovam a autoria dos delitos. “Essas provas que eu afirmo, na postagem anterior, fica fácil de observar,quem olha até o final do vídeo, que o indivíduo filmava a ação dele”, informou.

O homem permanece detido à disposição da Justiça para responder pelos crimes imputados, enquanto o inquérito policial segue em andamento para esclarecer todos os desdobramentos do caso.