11/10/2026

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Campanha de Lula acusa a Meta de viés eleitoral para favorecer Flávio Bolsonaro

A equipe de reeleição do presidente Lula (PT) declarou neste sábado (10) que vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) para investigar o que considera uma interferência da Meta nas eleições, apontando suposto favorecimento ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Acusações de falhas e bloqueios na web

Conforme o grupo político, a dona do Instagram e do Facebook teria prejudicado a divulgação de material de campanha em diversas ocasiões desde o final do ano passado. Os representantes do petista afirmam que, quando questionada, a corporação americana justificou os episódios repetidamente como meras falhas técnicas.

O senador Camilo Santana, um dos coordenadores da estratégia petista e ex-ministro, criticou a falta de transparência da companhia diante dos problemas apontados pela chapa.

“Reconhece o erro, mas não justifica, e continua cometendo novos erros enquanto estamos a 15 dias das eleições”, aponta o petista.

“Isso causa um desequilíbrio em uma eleição tão apertada”, diz Camilo. “É uma intervenção que nós queremos denunciar.”

Histórico de restrições digitais

Em nota oficial, a campanha detalhou episódios recentes, incluindo o impedimento do perfil de Lula de impulsionar postagens no feed do Instagram entre sexta-feira (9) e sábado (10).

“Desde o começo do dia de ontem, 9 de outubro, até a manhã de hoje, o perfil do presidente Lula foi impedido pela Meta de impulsionar conteúdos do feed no Instagram. Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pôde usar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política”, afirma a nota da campanha de Lula.

Além disso, a equipe relatou a remoção temporária da conta de anúncios durante o primeiro turno e instabilidades no registro de visualizações de postagens oficiais, levantando suspeitas sobre o algoritmo das plataformas.

“A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa lança forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro”, aponta o documento divulgado pela chapa.

Nova estratégia digital no pleito

Após encerrar o primeiro turno atrás de seu oponente — com 45% dos votos contra 47% de Flávio Bolsonaro —, a candidatura intensificou sua presença no ambiente virtual. A estratégia atual foca em ressaltar críticas ao adversário, abordando temas como a escala de trabalho 6×1 e o futuro de projetos sociais.

Aliados do atual presidente também demonstraram receio nos últimos meses em relação a uma eventual influência externa no pleito nacional, associando as preocupações ao alinhamento de lideranças de direita com o ex-presidente americano Donald Trump e à atuação de companhias de tecnologia.