08/10/2026

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Polícia investiga empresa de Itajaí por suspeita de fraude em remédio oncológico

Uma firma situada em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, tornou-se alvo de uma investigação policial nesta quarta-feira (7) sob a suspeita de comercialização de um medicamento oncológico falsificado. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e batizada de Operação Efeito Colateral, mobilizando equipes para apurar a autenticidade e a procedência do material recolhido.

Como a fraude começou a ser investigada

O caso veio à tona após um paciente em tratamento contra o câncer utilizar o produto por um intervalo prolongado sem notar os resultados clínicos esperados. Diante da ausência de eficácia, autoridades iniciaram diligências que revelaram inconsistências na verdadeira composição do material distribuído aos enfermos.

Consultas em cadastros internacionais e registros comerciais estrangeiros apontaram uma possível correspondência entre o item apreendido e uma expressão em chinês vinculada a uma bala macia, conhecida como soft candy, com sabor de taro. Análises visuais comparativas reforçaram a semelhança entre o material recolhido e fotografias de guloseimas comercializadas na Ásia.

Próximos passos da perícia científica

Apesar dos fortes indícios levantados até o momento, a corporação policial enfatiza que a natureza exata do conteúdo ainda não foi confirmada oficialmente. O material passará por exames laboratoriais detalhados para determinar sua fórmula química e esclarecer se o item possui realmente origem alimentícia.

A condução do inquérito está a cargo da DECON (Delegacia de Polícia de Proteção ao Consumidor, Saúde Pública e da Propriedade Intelectual, Imaterial e Industrial), órgão vinculado ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) gaúcho. O foco agora é rastrear a cadeia de importação, a rota de distribuição e a responsabilidade dos envolvidos na comercialização.

Riscos graves para a saúde pública

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão no município catarinense, os agentes recolheram diversos insumos que passarão por triagem. Até o momento, os investigadores não conseguiram precisar em que momento exato ou por quem a substância foi inserida na embalagem que simulava o remédio de alto custo.

A delegada Milena Simioli, titular da DECON, destacou a gravidade da suspeita e os possíveis impactos para os pacientes. A investigação segue sob sigilo.

“Mais do que uma possível fraude comercial, estamos diante de uma situação que pode colocar em risco a saúde de pessoas que dependem de um tratamento médico”, afirmou a delegada.