Profissionais da educação recebem formação sobre escuta especializada e prevenção à revitimização

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Orientadores educacionais da rede municipal de Itajaí participam de formação sobre escuta especializada e prevenção à revitimização em casos de violência. – Foto: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

Profissionais da rede municipal de ensino de Itajaí participaram de uma formação voltada ao atendimento adequado em casos de violência envolvendo estudantes. A capacitação foi promovida pela Secretaria Municipal de Educação de Itajaí em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Itajaí.

O encontro foi direcionado aos orientadores educacionais e teve como objetivo preparar os profissionais para agir de forma correta, respeitosa e sensível ao presenciar ou receber relatos de violência, minimizando os impactos causados às vítimas.

Um dos principais temas abordados foi a prevenção à revitimização, situação em que a vítima precisa repetir o relato do ocorrido diversas vezes para diferentes profissionais envolvidos no atendimento ou na investigação do caso.

Para evitar esse processo, será implantado nas unidades de ensino do município o Protocolo de Escuta Especializada, um documento orientador elaborado de forma multissetorial que define os fluxos de atendimento quando houver identificação ou revelação espontânea de violência.

Segundo Marilei Alves, o protocolo foi construído de forma coletiva e servirá como guia para toda a rede.

“É um documento novo com orientações importantes, feito a várias mãos, que serão encaminhadas para toda a rede”, destacou.

Outra medida apresentada durante a formação foi a integração dos casos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), banco de dados utilizado para fins epidemiológicos que permite identificar regiões com maior incidência de violência.

A partir dessas informações, o município poderá direcionar melhor as políticas públicas, ampliar capacitações e aprimorar o atendimento oferecido às vítimas.

De acordo com Carmen Lucia Dacol, os profissionais da educação têm papel fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.

“Os profissionais da educação devem ser parceiros no enfrentamento a violências contra crianças e adolescentes. Assim que a vítima nos revela, nosso papel é proteger”, explicou.