Itajaí lidera casos de diarreia em SC e acende alerta de saúde

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Com maior número de casos, Itajaí lidera ranking de diarreia em Santa Catarina. – Foto: Freepik/Reprodução

Casos de diarreia disparam em Santa Catarina e Itajaí lidera ranking estadual

Mais de 10 mil pessoas em Santa Catarina foram surpreendidas nas primeiras semanas de 2026 pelo aumento expressivo dos casos de diarreia causados pela Doença Diarreica Aguda (DDA). De acordo com dados do Ministério da Saúde, a doença já atingiu 91,18% dos municípios catarinenses, acendendo um alerta para a saúde pública no estado.

A DDA é caracterizada pela ocorrência de três ou mais episódios de diarreia em um período de 24 horas e pode vir acompanhada de dor abdominal, febre, náusea e vômitos. O principal risco é a desidratação, que pode evoluir para quadros graves e até levar à morte, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o avanço dos casos ocorre principalmente durante o verão, período marcado por altas temperaturas, maior circulação de pessoas, consumo frequente de alimentos fora de casa e exposição a água imprópria para banho. Embora os números não representem a totalidade dos casos registrados, eles funcionam como um importante termômetro para monitorar a evolução da doença e identificar possíveis surtos.

Orientações em caso de diarreia

O principal cuidado recomendado pelas autoridades de saúde é a hidratação constante, aliada a uma alimentação leve. O Ministério da Saúde orienta:

  • Beber líquidos após cada evacuação (água, chás, água de coco e soro caseiro);

  • Manter a alimentação habitual, se houver tolerância;

  • Lavar bem as mãos;

  • Higienizar corretamente os alimentos;

  • Tratar a água para consumo (fervura, filtração ou uso de hipoclorito);

  • Evitar refrigerantes e sucos muito açucarados;

  • Não utilizar medicamentos antidiarreicos sem orientação médica.

Quando procurar atendimento médico

Crianças e idosos com diarreia devem buscar atendimento com urgência, devido ao maior risco de desidratação grave. A recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente nos seguintes casos:

  • Sinais de desidratação, como olhos fundos, boca seca, pouca urina e sonolência;

  • Presença de sangue ou muco nas fezes;

  • Febre alta ou dor abdominal intensa;

  • Vômitos frequentes que impeçam a hidratação;

  • Diarreia persistente ou em piora.

Complicações e formas de transmissão

A complicação mais comum da DDA é a desidratação, que pode se agravar rapidamente se não houver tratamento adequado. As doenças diarreicas agudas são infecções gastrointestinais causadas por bactérias, vírus ou parasitas. Em geral, são autolimitadas e duram até 14 dias, mas podem evoluir para quadros graves dependendo do agente infeccioso e das condições clínicas do paciente.

A transmissão ocorre principalmente por meio de:

  • Consumo de água ou alimentos contaminados;

  • Ingestão de alimentos sem procedência;

  • Consumo de carnes e pescados crus ou malcozidos;

  • Falta de higiene das mãos;

  • Contato com pessoas ou objetos contaminados.

Municípios com mais registros em Santa Catarina

Em Santa Catarina, 269 municípios já registraram ao menos um caso de DDA. O levantamento aponta Itajaí como o município com maior número de casos, totalizando 1.335 registros.

Na sequência aparecem:

  • Chapecó – 599 casos

  • Florianópolis – 586 casos

  • Bombinhas – 503 casos

  • Brusque – 483 casos

As autoridades reforçam que a prevenção, por meio de cuidados com higiene, alimentação e consumo de água tratada, continua sendo a principal forma de proteção contra a doença.