Pesquisa quaest aponta que 81% veem brasil mais dividido em 2026
Levantamento nacional também revela alta no otimismo com o futuro e o desejo generalizado de um bom governo para o país

Um levantamento divulgado neste domingo (8) pela pesquisa Quaest revelou que oito em cada dez brasileiros, o equivalente a 81%, avaliam que o país encerrou o pleito mais fragmentado.
Divisão política e união nas urnas Em contrapartida ao cenário de polarização, a mesma sondagem intitulada “O Brasil depois das urnas” pontuou que 15% dos consultados percebem a nação mais unida após a definição do pleito eleitoral.
Torcida pelo novo governo A sondagem dominical demonstrou que, independentemente da preferência partidária na disputa, 94% dos cidadãos manifestam torcida para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realize uma gestão positiva. Essa taxa empata tecnicamente com o índice de 94% registrado em dezembro de 2022, período imediatamente posterior à vitória do petista sobre Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial pelo Palácio do Planalto. A variação negativa ocorreu apenas entre os que reprovam a gestão, saindo de 4% em dezembro de 2022 para 5%, enquanto os que não sabem ou não responderam oscilaram de 2% para 1%.
Evolução do otimismo nacional No recorte comparativo entre dezembro de 2022 e novembro de 2026, o índice daqueles que demonstram apreensão com os rumos do país registrou queda de seis pontos percentuais, indo de 54% para 48%. Simultaneamente, a fatia da população que demonstra entusiasmo e esperança com as perspectivas do território brasileiro apresentou avanço de três pontos, subindo de 41% para 44%.
Principais motores da esperança Entre os principais fatores apontados que geram expectativas positivas em relação ao terceiro mandato de Lula, cuja posse está marcada para 5 de janeiro de 2027, destacam-se a democracia e o combate ao bolsonarismo com 20%, seguidos por programas sociais, diminuição da desigualdade e auxílio aos carentes com 17%. A regulação de redes sociais e de apostas esportivas (bets) pontuou 16%, enquanto a pauta ambiental, que abrange o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas, somou 9%, empatada com a educação e a valorização das universidades públicas, que também registraram 9%. As áreas de combate à corrupção e atuação da Polícia Federal pontuaram 6%, mesmo patamar da economia, crescimento e infraestrutura. Por fim, segurança pública e combate à violência marcaram 4%, empatadas com saúde, SUS e construção de novos hospitais, além de 9% que não souberam ou preferiram não responder.
Metodología da pesquisa Para a elaboração deste estudo, o instituto ouviu 2.004 pessoas no período compreendido entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. O grau de confiabilidade estatística alcança 95%, com uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.


