Pesquisa quaest aponta que 60% reprovam atitude de Flávio Bolsonaro após eleições
Levantamento nacional avalia a repercussão das contestações ao pleito e a viagem do senador para o exterior

Uma nova sondagem realizada pela Quaest indica que 60% dos eleitores brasileiros avaliam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve um comportamento inadequado ao contestar o desfecho da disputa presidencial. O índice considera a fatia de 70% da população que tomou conhecimento das declarações e da autoproclamação do parlamentar.
Repercussão das declarações e viagem ao exterior Logo após a formalização da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou à imprensa que exigiria a anulação da votação. Quarenta e oito horas mais tarde, em 27 de outubro, o congressista deixou o território brasileiro com destino aos Estados Unidos.
A partir do exterior, o político se autoproclamou presidente do Brasil em um comunicado divulgado inicialmente pelo aliado Paulo Figueiredo. Devido à forte repercussão desfavorável, o termo foi modificado posteriormente para “líder do Brasil”.
Avaliação popular e comparações históricas De acordo com os dados divulgados, 25% da população enxergam as ações do senador de maneira positiva, ao passo que 9% adotam uma postura neutra. Outros 6% preferiram não opinar ou não souberam responder.
O instituto realizou um levantamento semelhante em dezembro de 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro na corrida presidencial e sua viagem aos Estados Unidos dois meses depois. Naquela ocasião, 45% julgaram a conduta do ex-presidente como ruim, enquanto 41% a consideraram boa, com 8% de neutros e 6% sem opinião formada.
Questionamento das urnas e avaliação dos especialistas Quando questionados especificamente sobre a decisão de colocar em dúvida a lisura do pleito, 59% dos entrevistados disseram reprovar a iniciativa do parlamentar, contra 34% que apoiam a medida. Um grupo de 7% não soube ou não quis responder.
“Assim como aconteceu com Jair, Flávio também levantou dúvidas sobre o resultado. E assim como aconteceu com o seu pai, Flávio também recebe uma reação bem negativo do público: 59% desaprovam o questionamento”, escreveu nas redes sociais o CEO da Quaest, Felipe Nunes.
O histórico da mesma pergunta demonstra que, em dezembro de 2022, o índice de rejeição ao questionamento das urnas era de 61%, enquanto a aprovação ficava em 34% e os indecisos somavam 5%.
Metodologia do levantamento O estudo estatístico foi conduzido por meio de entrevistas com 2.004 pessoas, ouvidas no período entre 30 de outubro e 2 de dezembro. O grau de confiabilidade estatística é de 95%, com uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.


