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Santa Catarina

Santa Catarina entra em alerta da Fiocruz por casos de Covid-19

Levantamento nacional aponta crescimento na Síndrome Respiratória Aguda Grave e destaca circulação de metapneumovírus no território catarinense

Santa Catarina entra em alerta após aumento de casos graves de Covid-19, aponta Fiocruz

Santa Catarina entrou na lista de estados brasileiros com indícios de alta nos quadros graves de Covid-19, conforme apontado pelo boletim InfoG Além do território catarinense, o levantamento divulgado na quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou o mesmo comportamento em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal.

Cenário epidemiológico no estado

Apesar do avanço recente, a instituição científica pontua que a incidência das ocorrências graves causadas pelo coronavírus permanece em patamares bastante baixos no território catarinense, assim como nas outras três unidades federativas citadas no mesmo grupo.

O boletim também chama atenção para a circulação de outros agentes infecciosos respiratórios. Houve expansão na presença do metapneumovírus em Santa Catarina, um patógeno capaz de gerar infecções e complicações severas, a exemplo de pneumonia e bronquiolite, com maior incidência sobre o público infantil.

Níveis de alerta para SRAG

No panorama geral da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Santa Catarina figura entre as regiões classificadas em patamares de alerta, risco ou alto risco, grupo que também inclui Sergipe e Roraima. No entanto, a fundação esclarece que essas localidades não demonstram sinal de crescimento na tendência de longo prazo para a síndrome.

A complicação decorrente de infecções respiratórias pode provocar insuficiência respiratória e demanda por internação hospitalar. Os registros oficiais mostram que o Brasil contabilizou 171.369 notificações de SRAG ao longo de 2026. Do total, 91.420 testes deram positivo para algum vírus respiratório, enquanto 62.823 resultaram negativo e 7.457 aguardavam liberação de laudo.

Grupos mais vulneráveis e prevenção

A análise detalhada por faixa etária indica que crianças com até dois anos concentram as maiores taxas de incidência de SRAG, principalmente em decorrência do rinovírus, do vírus sincicial respiratório e do metapneumovírus. Por outro lado, a taxa de mortalidade se eleva de maneira significativa entre pessoas com 65 anos ou mais, exigindo maior cuidado com os idosos.

Nas quatro semanas epidemiológicas avaliadas, o rinovírus liderou os diagnósticos positivos com 50,1%, ao passo que a Covid-19 respondeu por 8,5%. Diante do cenário, a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes por Covid-19. A orientação é que pessoas dos grupos prioritários mantenham a imunização atualizada.