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Brasil

Pai de copilota brasileira morta em queda de jato na Flórida relata dor e planos de voar

Nathalia Filgueiras tinha apenas 20 anos e pilotava o Learjet 60 que caiu em alta velocidade no sul do estado americano.

Pai de copilota brasileira na Flórida à CNN: “Vou continuar o legado dela”

A aviação perdeu uma jovem promessa no último domingo (1), quando um Learjet 60 despencou de uma altitude de 35 mil pés em direção a uma rodovia no sul da Flórida, resultando na morte de todas as nove pessoas a bordo. Entre os tripulantes estava a copilota brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de apenas 20 anos, cuja voz marcou os momentos finais de desespero e alerta transmitidos pelo rádio da aeronave.

Investigação e os últimos minutos do voo O jato executivo fazia o trajeto entre Austin, no Texas, e as Bahamas, enfrentando condições meteorológicas severas e turbulência intensa pelo caminho. Registros de áudio mostram que a jovem informou inicialmente sobre a formação de gelo e oscilações controláveis, antes de declarar emergência e relatar uma queda vertiginosa de altitude.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, descreveu que a aeronave desceu tão rapidamente que parecia um míssil. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) lidera as investigações para determinar se o mau tempo ou falhas estruturais, como a perda de partes da cauda antes do impacto, causaram a tragédia.

A paixão compartilhada pelos céus Nathalia construiu uma carreira meteórica na aviação americana, formando-se na prestigiosa escola American Flyers e acumulando licenças comerciais e de instrutora de voo. Para o pai, Allan Filgueiras, a perda é irreparável, mas o vínculo construído nos cockpits permanecerá vivo através de suas próprias memórias e planos futuros.

“Ela é minha alma gêmea”, disse Filgueiras à CNN. “Ter com quem conversar sobre aviação… Agora, sinto que falta algo na minha vida.”

Relembrando os momentos ao lado da filha Quatro dias antes do acidente fatal, pai e filha compartilharam um almoço e passaram a tarde juntos, um momento que Allan descreveu como inexplicavelmente melancólico ao se despedirem. Com o passar dos anos, a relação de aprendizado se inverteu, e Nathalia passou a instruí-lo em manobras de emergência e voos noturnos.

“Ela colocava a aeronave em situações críticas para que eu pudesse retomar o controle. Outro dia, ela disse: ‘Sabe de uma coisa? Acho que você pode fazer melhor. Vamos repetir’”, contou ele. “Assim, eu me tornei aluno, e ela, instrutora, para garantir que eu me mantivesse bem preparado e em segurança.”

Legado e continuidade Mesmo diante da dor devastadora pela perda da filha, Allan Filgueiras encontrou na aviação uma forma de manter a conexão com Nathalia e honrar a trajetória brilhante que ela construiu nos Estados Unidos.

“Vou dar continuidade ao legado dela”, afirmou. “Sempre que eu estiver voando, estarei me conectando a ela. Quero deixá-la orgulhosa.”