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Mundo

Governo Trump descarta trocas na equipe após derrota nas eleições de meio de mandato

Mudanças já começaram na Casa Branca com a substituição da chefia de gabinete e a chegada de Stephen Miller ao posto

Trump diz esperar poucas saídas de funcionários do governo após eleição

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na sexta-feira (6) que projeta um cenário de raras demissões em sua administração nos meses seguintes à derrota nas eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como Midterms, pleito que garantiu aos democratas o comando do Congresso.

O cenário na Casa Branca Apesar da pressão ejercida por aliados republicanos para uma reformulação de rota e dos preparativos internos para possíveis reestruturações na equipe e futuras investigações da oposição — conforme relatado por um funcionário de alto escalão sob anonimato —, o mandatário americano minimizou a instabilidade.

“Muito poucas. Temos um excelente gabinete”, afirmou Trump a repórteres, ao ser questionado se mais autoridades deixariam o governo, após a saída da chefe de gabinete Susie Wiles e de uma debandada de altos funcionários do Departamento de Justiça.

A viagem para a Flórida As declarações foram concedidas logo após o desembarque do presidente no Aeroporto Internacional Donald J. Trump, em West Palm Beach, na Flórida, onde ele cumpre agenda de fim de semana após voar no Air Force One.

Troca na chefia de gabinete No mesmo dia, o governo oficializou mudanças estratégicas na liderança administrativa da residência oficial. Susie Wiles deixa a função de chefe de gabinete para atuar na estrutura política do líder republicano, sendo substituída por Stephen Miller, assessor de longa data da administração.

“Susie Wiles, que realizou um trabalho excepcional, passará a integrar a operação política de Trump. Quero agradecê-la por seu serviço como chefe de gabinete — ela fez um ótimo trabalho!”, escreveu Trump nas redes sociais.

O perfil de Stephen Miller Com a ascensão de Miller, que atualmente atua como vice-chefe de gabinete e expandiu sua influência em pautas de política interna, a gestão ganha uma figura central e controversa, reconhecida por liderar a linha dura nas diretrizes de imigração.

Parceiros políticos desde a campanha inicial de 2015, Miller e Trump compartilham visões sobre a ampliação das prerrogativas do Poder Executivo, marcando uma nova fase na correlação de forças políticas em Washington.