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Brasil

Agro brasileiro exporta US$ 7,6 bilhões e acumula alta no ano

Soja e café impulsionam os números de outubro, enquanto a carne bovina registra retração por causa do mercado chinês

Agro exporta US$ 7,6 bilhões em outubro e soma US$ 72,4 bi no ano

As exportações do agronegócio brasileiro registraram US$ 7,6 bilhões em outubro, o que representa um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Desempenho recorde no comércio exterior

De acordo com a pasta, o setor foi responsável por 20,8% de todos os embarques realizados pelo país no mês, impulsionado principalmente por uma alta de 1,7% no volume comercializado. No cenário geral, as vendas externas brasileiras bateram recorde e alcançaram US$ 37,8 bilhões, gerando um superávit de US$ 9,3 bilhões devido à valorização nos preços e no volume.

Soja e café lideram alta em outubro

O principal motor do agronegócio no período foi a soja, cujos embarques cresceram 8,9% e atingiram US$ 3,13 bilhões, equivalendo a 8,3% de tudo o que o Brasil exportou em outubro. O café não torrado, com US$ 1,6 bilhão e alta de 5%, e o milho não moído, exceto o doce, com US$ 1,33 bilhão, também foram determinantes para o resultado positivo.

Indústria de transformação e quedas pontuais

Entre os produtos da indústria de transformação, o farelo de soja (US$ 1,07 bilhão), a celulose (US$ 1,02 bilhão) e as carnes de aves e miudezas (US$ 946 milhões) registraram avanços. Em contrapartida, a carne bovina fresca, refrigerada e congelada teve queda de 30% ante o décimo mês de 2025, somando US$ 1,24 bilhão em função da redução nas vendas para a China, enquanto os açúcares e melaços recuaram 27,5%, totalizando US$ 1,18 bilhão.

Balanço acumulado do ano

No acumulado de janeiro a outubro, o agronegócio caminha para estabelecer marcas históricas ao somar US$ 72,4 bilhões, alta de 9,2% sobre o mesmo intervalo do ano anterior e representando 22,5% das vendas externas totais do país. A soja lidera o acumulado com US$ 46 bilhões, seguida pela carne bovina na categoria industrial com US$ 14,2 bilhões, mesmo diante do esgotamento da cota chinesa registrado no mês de agosto.