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Brasil

Brasil na corrida da inteligência artificial: desafios e vantagens

Enquanto vizinhos sul-americanos atraem capital estrangeiro, país aposta em matriz elétrica limpa para virar o jogo nos data centers.

O Brasil está pronto para disputar a corrida latino-americana da IA?

Com a explosão na procura por ferramentas de inteligência artificial, nações latino-americanas têm buscado alternativas para consolidar a expansão de suas economias digitais. Nações vizinhas como Chile, Paraguai, México e Colômbia já executam ações expressivas no segmento, aportando recursos robustos e evidenciando forte dedicação à construção de bases tecnológicas para a IA.

Iniciativas estratégicas no cenário nacional No território brasileiro, esse panorama ganha novos contornos com o surgimento de projetos como o Redata, ação do Governo Federal voltada a instituir um sistema tributário diferenciado para centros de dados, o que promete elevar a competitividade e o foco do ambiente de negócios.

Antigamente, a disparidade entre as condições brasileiras e os padrões internacionais era enorme, a ponto de abortar aportes bilionários. Mesmo com melhorias recentes, o ecossistema local ainda esbarra em fragilidades estruturais ligadas à execução de grandes obras de infraestrutura digital.

O peso de políticas passadas Ainda pairam dúvidas sobre a capacidade brasileira de atingir o mesmo patamar de segurança jurídica e atratividade visto em outras praças da região, que contam com estratégias de captação de capital mais maduras e regulamentações previsíveis.

O país carrega o ônus de escolhas desencontradas acumuladas nas últimas duas décadas no que tange ao fomento empresarial. Essa herança destaca a urgência de criar um solo fértil, estável e competitivo para captações de longo prazo, principalmente em áreas vitais como inteligência artificial, centros de dados, energia e infraestrutura digital.

A vantagem da energia limpa e as AI factories Apesar dos obstáculos na captação de recursos, o país dispõe de diferenciais físicos capazes de impulsionar uma nova safra de estruturas dedicadas à computação avançada. A intensidade de carbono da matriz elétrica nacional é consideravelmente menor que a norte-americana, ressalvadas variações metodológicas e sazonais.

Essa característica confere ao Brasil potencial competitivo na implantação de AI factories, estruturas pensadas do zero para sustentar demandas pesadas de inteligência artificial e alto desempenho computacional.

Embora guardem semelhanças com centros de dados convencionais, essas novas unidades exigem parâmetros operacionais totalmente distintos, o que motivou a adoção do termo AI Factory pelo mercado.

O diferencial reside na exigência de um modelo integrado de gestão de recursos, englobando eletricidade, água, poder de processamento e pegada de carbono.

Perspectivas de eficiência energética Empresas do setor já desenham empreendimentos com patamares de eficiência energética alinhados ao que há de mais moderno na América Latina, alcançando marcas equivalentes aos projetos europeus mais refinados.

“Fernando Palamone, CEO da RT-One”