Justiça mantém prisão de suspeito pela morte de advogada e criança em SP
Câmeras de segurança flagraram o investigado passando mais de cinco horas no apartamento onde as vítimas foram encontradas.

A Justiça paulista confirmou, durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (5), a detenção temporária de Eric Conrado Alves de Almeida, 41. Ele é apontado como o principal investigado pelo assassinato da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, uma criança de apenas seis anos.
Captura e investigação policial O suspeito teve o nome incluído na difusão de procurados da Interpol e foi localizado por agentes de segurança na noite da última quarta-feira (4), na área do Jaguaré, localizada na zona oeste da capital paulista.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa, a Delegada Titular de Cotia e responsável pelas investigações, Mônica Gamboa, afirmou que um novo depoimento será tomado para esclarecer a motivação do crime. “Inicialmente a gente ia interrogá-lo hoje, contando que receberíamos alguns resultados de dirigências que não chegaram, então a gente optou por adiar esse interrogatório, porque ele vai ficar 30 dias preso aqui”, disse a delegada.
Até o momento, o investigado permanece em silêncio sobre a autoria dos homicídios e não demonstra remorso. “Ele não confessa. Essa questão da confissão não aconteceu nem de forma informal. Ele também não demonstra arrependimento”, ressalta.
Dinâmica do crime e laudos periciais Os corpos de mãe e filho foram encontrados na noite de terça-feira (3), dentro de um imóvel situado em um condomínio na cidade de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo. A principal suspeita da Polícia Civil aponta que as mortes tenham ocorrido por asfixia, aguardando-se a emissão do laudo toxicológico definitivo na próxima semana.
Registros de câmeras de segurança do edifício mostram a chegada de Eric ao local por volta das 21h40, enquanto a saída ocorreu perto das 2h15, totalizando mais de cinco horas de permanência na residência. “Nesse período ele possivelmente praticou os crimes e fez a higienização do apartamento [..] Algumas imagens que nós tivemos do que aconteceu no domingo, nós vamos ter acesso a essas imagens hoje, então a gente está aguardando a chegada dessas novas provas, desses novos documentos”, explicou a delegada.
Os investigadores apontam que o suspeito tentou alterar a cena do crime realizando tarefas como lavar louça e arrumar a cama. A estimativa policial indica que os óbitos haviam ocorrido cerca de 50 horas antes da localização dos corpos, sendo que nenhuma outra pessoa entrou ou saiu do local além do investigado e das vítimas.
Relatos de violência doméstica O inquérito policial reuniu depoimentos de familiares e conhecidos, incluindo a mãe da vítima, o pai do suspeito, a administração do condomínio e uma amiga próxima. Os testemunhos descreveram um histórico de relacionamento instável, pontuado por términos frequentes e episódios de violência doméstica, controle abusivo, ameaças e intimidações com armas de fogo.


