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Brasil

Corsan supera R$ 300 milhões em obras após privatização

A meta da companhia é alcançar a universalização do saneamento básico em todos os 317 municípios atendidos até 2033.

Buscando universalização, Corsan ultrapassa R$ 300 milhões em investimentos

A Corsan atingiu um marco relevante em sua trajetória pós-privatização, superando a cifra de R$ 300 milhões em investimentos voltados à expansão dos serviços de água e esgoto. O montante, aplicado desde julho de 2023, é parte fundamental da estratégia da companhia para alinhar a operação gaúcha ao que determina o marco legal do saneamento básico, que estabelece que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até o fim de 2033.

Expansão da infraestrutura no Rio Grande do Sul

O avanço mais recente ocorreu no norte do estado, com a entrega de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município de Iraí. O projeto, que demandou R$ 3,6 milhões, possui capacidade para processar 864 mil litros de resíduos diariamente. Esta obra faz parte de um conjunto de 20 intervenções concluídas pela empresa desde a desestatização, abrangendo 18 cidades gaúchas. O plano de ação inclui a construção de 12 novas estações, além da modernização e ampliação de outras oito unidades já existentes.

Desafios e metas para a universalização

O cenário atual exige um esforço expressivo, uma vez que o Rio Grande do Sul apresenta índices de saneamento abaixo da média nacional, coletando apenas 34,7% do esgoto e tratando 25,4% do volume total. Para reverter esse quadro, a empresa, sob controle da Aegea, projeta investimentos de R$ 1,6 bilhão apenas em 2026. O custo total estimado para que a companhia cumpra integralmente suas metas nos 317 municípios atendidos gira em torno de R$ 21 bilhões.

Em agosto, a CEO da empresa, Samanta Takimi, enfatizou a necessidade de uma atuação coordenada com o poder público para viabilizar as obras. “Conhecemos o desafio, mas estamos trabalhando com todas as nossas forças para que a universalização seja alcançada de forma completa em 2033. E completa não apenas do ponto de vista da infraestrutura, mas também da resiliência”, disse.

Compromisso com o saneamento

Quando a gestão privada assumiu o controle da antiga estatal, cerca de 257 municípios não possuíam qualquer cobertura de esgotamento sanitário. A prioridade atual é acelerar a instalação de redes coletoras e ampliar a capacidade de tratamento para mitigar impactos ambientais em rios e mananciais. Sobre o ritmo das obras, Takimi reforçou a importância do planejamento: “Estamos enfrentando um atraso de décadas com investimentos, planejamento e capacidade de execução. Cada estação entregue significa mais esgoto tratado, menos poluição nos mananciais e melhores condições de saúde para a população”, disse.