Regras de bagagem em voos exigem atenção redobrada antes das férias
Guia oficial detalha limites para líquidos, eletrônicos e objetos cortantes para evitar retenção no aeroporto.

O período de descanso e lazer costuma vir acompanhado de preparativos intensos, mas a falta de atenção às normas de segurança dos aeroportos pode transformar o início da viagem em um grande transtorno. Objetos comuns do cotidiano, a exemplo de desodorantes e tesouras de unha, acabam retidos na inspeção caso o viajante ignore as diretrizes do Guia do Passageiro, manual elaborado pelo Ministério de Infraestrutura.
O que não entra na cabine
Itens pontiagudos ou cortantes, como canivetes e alicates, são vetados na bagagem de mão em qualquer tipo de trajeto aéreo. Para itinerários internacionais, o rigor aumenta consideravelmente em relação a substâncias líquidas, géis e pastas.
Esses produtos devem obrigatoriamente estar acondicionados em um saco plástico transparente com dimensões máximas de 20 cm por 20 cm. Cada frasco precisa respeitar o limite de 100 ml, mesmo que esteja parcialmente vazio.
Cuidados com a mala despachada
No momento de enviar os volumes para o porão do avião, fica expressamente proibido o transporte de materiais inflamáveis, tóxicos ou explosivos. Bens de alto valor financeiro e equipamentos eletrônicos sensíveis devem acompanhar o cliente na cabine sempre que possível.
Se o despacho desses pertences for inevitável, o passageiro tem a opção de declarar o valor dos itens durante o procedimento de check-in. O serviço exige o preenchimento de um formulário específico fornecido pela companhia aérea, apresentação da nota fiscal e o pagamento de uma taxa para obter cobertura extra.
Medicamentos e itens infantis
Quem viaja sob tratamento médico precisa de organização redobrada. Os remédios são liberados na cabine, mas o portador deve apresentar a receita médica durante a varredura por raio-x, mantendo os produtos nas embalagens de fábrica para facilitar a fiscalização internacional.
Pais que viajam com crianças pequenas contam com exceções importantes. Alimentos para bebês, como papinhas e soros, entram na cabine, desde que limitados ao volume estritamente necessário para o consumo durante o voo.
Compras em free shops e orientações finais
Artigos adquiridos em lojas francas, a exemplo de bebidas e perfumes, entram na cabine em voos internacionais sob uma exigência estrita: precisam vir lacrados em embalagem selada pelo próprio comércio e acompanhados da nota fiscal emitida na data do embarque.
Verificar antecipadamente as exigências e consultar o contrato da empresa aérea são atitudes fundamentais para quem transporta cargas diferenciadas, como materiais esportivos. O planejamento prévio garante que o único imprevisto da viagem seja a beleza do destino escolhido.



