Cleitinho critica boicotes e diz que político deve abrir mão de salário
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou duramente campanhas que promovem boicotes a companhias devido a divergências ideológicas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial.
Posicionamento nas redes sociais
Por meio de um vídeo compartilhado na internet, o futuro chefe do Executivo mineiro rechaçou a postura de autoridades de diferentes correntes partidárias que apoiam essas sanções comerciais e defendeu que tais figuras renunciem às próprias remunerações.
“Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores”, declarou.
Crescimento de denúncias trabalhistas
A manifestação ocorre em um cenário de proliferação de postagens virtuais que estimulam o boicote a comércios, além da vigilância e dispensa de funcionários suspeitos de terem votado em Lula, após o revés do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.
Diante desse panorama, o MPT (Ministério Público do Trabalho) ordenou que a empresa Meta — responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp — removesse publicações que encorajam essas condutas. Conforme balanço oficial, houve o registro de aproximadamente 1.459 queixas de assédio eleitoral em apenas 72 horas após o encerramento do pleito.
“Você que usou o Fundo Eleitoral, o Fundo Partidário, tanto o eleitor de esquerda e o eleitor de direita, tanto o trabalhador e o empresário, paga imposto para manter esses privilégios de Fundo Eleitoral, de Fundo Partidário. Se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda ou de direita, abre mão do seu salário”, complementou Cleitinho.
Divergências na base aliada
A postura adotada por Cleitinho, que tomará posse no comando do governo estadual em 6 de janeiro de 2027, contrasta com a linha defendida pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG).
Em gravação veiculada recentemente, o parlamentar endossou o boicotes a companhias e artistas apontados como eleitores de Lula, argumentando que a base conservadora tem legitimidade para recusar consumo em estabelecimentos cujos proprietários não estejam alinhados aos valores do grupo.



