02/11/2026

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Rodrigo Bacellar vai deixar presídio federal e voltar para o Rio

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, deixará a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, com destino a um estabelecimento prisional estadual em território fluminense.

Planejamento e protocolo da operação A execução da medida é classificada como de “alto risco” por membros da Polícia Penal Federal, setor subordinado ao Ministério da Justiça e encarregado de realizar o transporte.

Durante o CNN Novo Dia desta segunda-feira (2), o analista de segurança pública Elijonas Maia explicou que o protocolo da Polícia Penal Federal para esse tipo de operação é bastante rigoroso.

“Rodrigo Bacellar será transferido em um avião da Polícia Federal, mesmo que a PF não faça parte da transferência. Ele estará algemado no calcanhar e nas mãos, e ficará de cabeça baixa em todo o trajeto do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro”, afirmou o analista.

A logística envolve escolta ostensiva tanto nos terminais aeroportuários quanto no deslocamento por terra, contando com viaturas da Polícia Penal durante todo o trajeto. O cronograma exato da movimentação ainda permanece em aberto.

Decisão judicial e investigações A movimentação carcerária ocorre após o acolhimento de solicitação feita pela defesa do político pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento foi de que os motivos que fundamentaram o encarceramento em unidade federal em março não subsistem atualmente.

Com a comunicação oficial enviada ao Ministério da Justiça, coube à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) estruturar o plano de segurança, estipulando rotas, aeronaves e esquemas de proteção.

Bacellar havia sido detido no mês de março e levado para o sistema federal, concebido para isolamento máximo. As apurações contra ele decorrem da Operação Unha e Carne, focada em supostos vazamentos de dados referentes a diligências da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias.

“É muito diferente o regime em um presídio federal para o regime estadual. É um sistema muito mais rígido, até mesmo para visitas de familiares, atendimentos de advogados apenas uma vez por semana”, explicou Elijonas.

A mudança de estabelecimento penal altera de forma significativa as condições de cumprimento da ordem de prisão, aproximando o custodiado de sua região de origem.