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Notícias

Ataques de Israel matam quatro pessoas em Gaza nesta segunda-feira

Ofensivas aéreas atingiram Khan Younis, Al-Mussadar e o bairro de Tel Al-Hawa, elevando o balanço de vítimas no território palestino.

Ataque de Israel mata quatro pessoas em Gaza, dizem médicos

Pelo menos quatro palestinos perderam a vida e vários outros ficaram feridos em decorrência de investidas militares de Israel na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (2), de acordo com informações divulgadas por autoridades de saúde do território.

Ataques em Khan Younis e Al-Mussadar

Profissionais da área médica registraram duas mortes e seis feridos após a ocorrência de dois bombardeios aéreos separados na região de Khan Younis, situada no sul do enclave palestino. Além disso, uma terceira vítima fatal foi contabilizada em consequência de uma ação aérea israelense na localidade de Al-Mussadar.

As forças militares de Israel confirmaram a execução de duas operações com o objetivo de atingir militantes palestinos, embora tenham evitado a divulgação de maiores aprofundamentos sobre as investidas.

Investida em Tel Al-Hawa

Posteriormente, ainda na segunda-feira, um bombardeio aéreo desferido por Israel teve como alvo um automóvel situado no bairro de Tel Al-Hawa, na Cidade de Gaza. A ofensiva resultou na morte de uma pessoa e deixou outras feridas, conforme relataram equipes médicas, elevando o total de óbitos do dia para pelo menos quatro. O Exército de Israel optou por não se manifestar de imediato a respeito desta ocorrência específica.

Contexto do cessar-fogo e crise humanitária

A escalada militar ocorre em meio a acusações mútuas sobre o rompimento de um acordo de cessar-fogo vigente há um ano. Israel sustenta que o grupo militante Hamas tem se rearmado e efetuado disparos, o que configuraria uma violação da trégua, justificando a intensificação das operações nas últimas semanas. Em contrapartida, o Hamas refuta as acusações de reconstrução de arsenal ou tentativa de novos ataques, imputando a Israel a responsabilidade por sabotar o acordo de paz.

O arranjo de cessar-fogo do ano passado contou com a mediação dos Estados Unidos e previa a futura reconstrução da região. Contudo, os avanços têm sido mínimos devido ao impasse entre os negociadores em relação às exigências para o desarmamento do grupo militante e para a desocupação militar israelense. Atualmente, as tropas de Israel mantêm o controle de cerca de dois terços do território, após determinarem a evacuação dos moradores locais.

Como consequência, a quase totalidade dos mais de dois milhões de residentes de Gaza encontra-se aglomerada no terço restante da área. Sob o controle efetivo do Hamas, a população sobrevive em meio aos escombros deixados pelo conflito, abrigando-se majoritariamente em tendas improvisadas e construções danificadas.

Balanços oficiais fornecidos por autoridades de saúde locais indicam que, desde o estabelecimento do cessar-fogo, pelo menos 1.580 palestinos perderam a vida em decorrência de ações militares israelenses no enclave. Do lado oposto, o governo de Israel reporta a morte de quatro soldados. O conflito amplo, desencadeado após combatentes liderados pelo Hamas realizarem um ataque que matou cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, já resultou na morte de mais de 74 mil palestinos, segundo dados das autoridades do território. Um inquérito conduzido pela ONU aponta que Israel continuou genocídio em Gaza após trégua.