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Matemática do divórcio: diferença de idade aumenta risco de separação

Pesquisa revela que fatores como nível de escolaridade e renda familiar exercem impacto ainda maior na estabilidade do matrimônio

Matemática do divórcio: por que casais com grande diferença de idade têm mais chance de divórcio, segundo estudo

Relacionamentos entre pessoas que estão em momentos distintos da vida frequentemente geram debates públicos, especialmente quando envolvem figuras famosas. No entanto, análises estatísticas indicam que essa disparidade pode influenciar a estabilidade conjugal.

A ciência por trás dos números Pesquisadores do departamento de Economia da Universidade de Emory, Andrew Francis e Hugo Mialon, realizaram uma pesquisa em 2014 com mais de 3 mil casamentos nos Estados Unidos. O levantamento identificou que parceiros com a mesma idade apresentam os menores índices de separação.

De acordo com o levantamento, o risco de término cresce proporcionalmente ao distanciamento etário. Um ano de diferença eleva o índice de divórcio em 3%, enquanto cinco anos de distância ampliam essa probabilidade em 18%. Nos relacionamentos em que a discrepância atinge dez anos, o índice de casamentos desfeitos chega a 39%.

Padrões de união no mundo Apesar da alta visibilidade midiática de casais com grande disparidade de idade, esse formato não é o mais comum na sociedade. Dados do Pew Research Center apontam que 51% dos cônjuges americanos possuem uma diferença de até dois anos entre si. Para fins de comparação histórica, em 1880, a distância média entre parceiros era de cinco anos. Além disso, levantamentos globais de 2022 mostram que, em média, homens em uniões heterossexuais são 4,2 anos mais velhos que suas companheiras.

Outros fatores determinantes Apesar da relevância da faixa etária, a pesquisa da Universidade de Emory destacou que outras variáveis possuem um peso estatístico ainda mais acentuado na preservação do matrimônio.

Diferenças de escolaridade e finanças O estudo demonstrou que cônjuges com formações educacionais distintas enfrentam um risco 43% maior de separação, sendo que a maioria desses processos de divórcio é iniciada pelas mulheres.

Em contrapartida, a chegada de herdeiros atua como fator de proteção contra o fim da união, com índices ainda mais expressivos quando a prole nasce após a oficialização do matrimônio. O fator econômico também se mostrou decisivo: casais com renda familiar superior a US$ 125 mil registraram 51% menos divórcios em comparação àqueles que ganham até US$ 25 mil.